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17 março, 2015

Entrevista com a escritora Elizabeth Laban


A escritora Elizabeth Laban marca sua estreia na literatura YA com uma obra intrigante para os leitores jovens. Antenados com tudo o que há de novidade nesse universo literário, com certeza já leram de tudo, mas “Da ordem ao caos” tem algo que vai conquistar os leitores mais exigentes.

Trata-se de um enredo de drama e suspense a partir das narrativas gravadas em CDs pelo ex-aluno albino da escola Irving, Tim. O garoto se envolveu em um episódio obscuro para o qual havia muitas perguntas e poucas respostas. Mas como surgiu essa história e qual seu processo de criação?
Descubra nesta entrevista em que Laban revela os bastidores de seu trabalho para a trama de “Da ordem ao caos”, lançamento da FAROL.

Da ordem ao caos é seu primeiro romance juvenil. Como foi que teve a ideia de escrevê-lo?

Eu queria escrever um livro desde a quarta série do ensino fundamental. Meu amigo Marshall Cooper vinha à minha casa e tentávamos criar histórias para uma personagem que chamávamos de Chopped Suey. Na minha imaginação, ele era um detetive juvenil, descolado e urbano. Nunca passamos do projeto da capa! Mas, desde aquela época, eu sempre criava histórias na minha cabeça. A ideia de Da ordem ao caos surgiu em várias etapas. Eu gostava da ideia de escrever a respeito de um triângulo amoroso clássico. Também fiquei impressionada com a ideia de usar um trabalho acadêmico complicado para ajudar a desenvolver a história. No meu terceiro ano do ensino médio, tive de fazer um trabalho de longo prazo que chamávamos de ensaio sobre a tragédia, apenas ligeiramente diferente do que fazem os alunos do Irving. Minha tarefa era definir uma tragédia e decidir se algo assim poderia existir na literatura contemporânea. Faz alguns anos, achei meu ensaio. Relendo-o tanto tempo depois, fiquei com vontade de escrever minha própria tragédia. As palavras que se entranharam na mente de Duncan nunca saíram da minha. Caráter elevado, reviravolta do destino, húbris: sempre adorei essas palavras. E aí, de repente, Duncan estava cruzando o arco...

Você sempre imaginou Tim albino ou isso foi algo que só surgiu mais tarde, enquanto escrevia?

Decidi logo de cara que Tim seria albino e, tomada essa decisão, tornou-se uma ideia fixa. Eu sabia que Tim tinha de ser um pária, e não só pelo fato de ser novo no Irving. Eu queria que ele tivesse de lidar com um problema que o afligisse o tempo todo, mas não podia ser algo que dificultasse demais sua vida cotidiana. Com a pesquisa que fiz, para saber com que tipo de coisa os albinos têm que lidar, foi ficando claro que fazer de Tim um albino me daria meios para amplificar as inseguranças da maioria dos adolescentes, além de me oferecer várias possibilidades para as decisões que ele toma no livro.

A escola particular, como cenário, tem um papel importante no livro. O que a inspirou a ambientar o livro no Colégio Irving?

Nos meus dois últimos anos do ensino médio, meus pais me mandaram para uma escola particular incrível chamada Hackley, em Tarrytown, Nova York. Vai soar bem piegas, mas acho que meus dois anos lá mudaram minha vida. Não foram perfeitos: tive de enfrentar alguns adolescentes malvados e me senti muito sozinha quando cheguei. Mas, no geral, foi a primeira vez que me senti realmente parte integrante de um lugar e da cultura desse lugar. Também foi a primeira vez que entendi a ideia de curtir o aprendizado. Recebi recentemente uma correspondência de Hackley em que havia uma citação de um ex-aluno dizendo que queria poder voltar a estudar lá. Se fosse possível, ele prometia ler tudo que lhe mandassem ler e prestar mais atenção às aulas. Será que não dava para voltar no tempo? Percebi, depois de ler suas palavras, que escrever este livro e criar o mundo do Colégio Irving era fazer justamente isso, no meu caso. Era voltar àquele lugar maravilhoso e passar algum tempo lá.

Você lecionou durante algum tempo numa faculdade. Alguma semelhança entre você e o sr. Simon?

Nenhuma! Eu adorava lecionar, exatamente como o sr. Simon. Mas muitos dos meus alunos eram adultos, portanto a dinâmica era muito diferente daquela que estabeleci entre o sr. Simon e os alunos do Colégio Irving. O sr. Simon, que em muitos aspectos foi inspirado no meu professor de literatura do terceiro ano, o sr. Arthur Naething (ele realmente nos dispensava todos os dias com um “vão, agora, e espalhem luz e beleza”), equilibra muito bem a necessidade de ser acessível à garotada e também aterrorizá-la. Nunca tive a coragem de assustar meus alunos. Eu ficava feliz porque eles compareciam às aulas e pareciam interessados no que eu dizia.



08 novembro, 2014

Blog Farol Literário entrevista autora de Não Olhe Para Trás

Hoje tem uma entrevista exclusiva do blog da Editora Farol Literário com a autora Jennifer L. Armentrout.

Sinopse: Samantha é uma jovem de 17 anos rica e popular que, depois de passar quatro dias desaparecida, retorna ferida e desmemoriada. A nova Samantha não se reconhece no retrato de menina má e mimada que todos à sua volta começam a pintar. E logo descobrirá que foi a última a ver Cassie, a garota com quem mantinha uma relação confusa de amizade e rivalidade e que desapareceu no mesmo dia que ela. O que aconteceu na noite fatídica em que as duas sumiram? E por que Samantha foi a única a reaparecer? Não olhe para trás é um daqueles suspenses que só paramos de ler para tentar nos antecipar à autora e descobrir qual é o mistério.
Entrevista

Farol Literário (FL) – A FAROL Literário é a sua primeira editora no Brasil...
Jennifer L. Armentrout (JLA) – É muito emocionante saber que “Não olhe para trás” está sendo lançado no Brasil. Mal posso esperar para tê-lo em minhas mãos.

FL – Como você se sente sendo uma autora best-seller do The New York Times?
JLA – Chegar ao New York Times foi uma experiência incrível. Eu não esperava ter um livro nesta lista. Por isso é sempre uma surpresa para mim quando isso acontece.

FL – Você pode nos contar de onde surgiu o enredo de “Não olhe para trás”?
JLA – Eu não tenho uma fonte de inspiração para meus livros. A maioria das minhas ideias vêm de perguntas que eu faço para mim mesma. No caso de “Não Olhe para trás” a pergunta foi: o que uma pessoa faria se lhe fosse dada a chance de começar de novo? E a ideia floresceu a partir daí.

FL – Quando a amnésia pode parecer algo bom na vida de uma pessoa? Sua protagonista, Samantha, de certa forma não gosta de seu passado.
JLA – Eu acho que algumas pessoas, em determinados momentos de sua vida, gostariam de poder esquecer completamente de algo. Isso me lembra aquele filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças.”

FL – Se você pudesse ser um dos personagens de “Não olhe para trás”, qual deles escolheria?
JLA – Samantha... por causa de Carson.

FL – De onde surgem os nomes de seus personagens deste livro?
JLA – Dos meus seguidores do Twitter e Facebook.

FL – Como uma autora famosa da literatura YA que você é, diga-nos o que um autor tem que fazer para ser diferente de muitos hoje em dia.
JLA – Na minha opinião, um autor deve ser diversificado, em termos de escrita. Passar por diferentes gêneros para que os leitores não se cansem de suas histórias. Mas, como eu disse, isso é apenas a minha opinião, e há exceções. Alguns autores podem escrever sobre bruxas ou vampiros por toda a sua carreira, outros não.

FL – O que você sabe sobre o Brasil?
JLA – Além de saber que é um dos países mais bonitos do mundo, os leitores do Brasil também são provavelmente os fãs mais apaixonados com os quais eu interajo. Eu os amo.






20 maio, 2014

Entrevista com Andrei Simões

Olá, pessoal!!
Hoje tem entrevista com o autor do livro Zon - O Rei Do Nada.


Sinopse: Como seria reinar sobre absolutamente nada? Em Zon – O rei do nada, os leitores entrarão em contato com uma narrativa profunda e intensa, na qual conhecerão um personagem que precisa invadir mentes e consciências para continuar vivendo. E ele só ficará totalmente satisfeito se, no fim, destruir as crenças daqueles que domina. Dessa forma, abre espaço para que ele mesmo seja o substituto e se torne a grande divindade do universo. Porém, quando descobre que outras forças também trabalham em sua mente, Zon se vê preso num paradoxo, e já não tem certeza de que conseguirá dominar a realidade com tanta rapidez. Ao mesmo tempo em que constrói novas crenças, destrói sua própria existência. Quem estaria por trás desse controle? Conseguirá Zon permanecer vivo e são? Zon – O rei do nada é uma aventura fantástica onde verdade e mentira, realidade e ficção se misturam, fazendo com que até o mais calmo leitor estremeça diante das profundas descobertas. 

Entrevista:
1. Como foi seu primeiro contato com a leitura? 
O primeiro contato que me lembro foi ao ler O Pequeno Príncipe, livro que ainda releio esporadicamente. A união de filosofia e entretenimento me marcou tanto que é basicamente o que faço em minhas obras.

2. Na infância, qual era sua relação com os livros? 
Muito amigável. Durante a infância li bastante. Fui devidamente orientado por meus pais e familiares e tive contato com literatura infantil de primeira qualidade, como Monteiro Lobato e muitos livros da excelente Coleção Vagalume.

3. Quando você começou a escrever? 
Aos treze escrevi minha primeira poesia. Aos quinze, o primeiro livro. São nove escritos, dois publicados em papel.

4. Quais são suas inspirações para escrever? Tem algum autor como referência?
Minha inspiração é o inconformismo e a ausência de luz. Referências, Guy de Maupassant, Kafka, Clive Barker, Lovecraft. Mas são referências que também uso para me distanciar de seus estilos, em busca de um estilo próprio.

5. Quanto tempo levou para escrever seu livro e como foi a experiência? 
O Zon foi escrito em 2000, durante um período de seis meses. Ao longo dos anos, trocas de capítulos, revisões e mais revisões, então eu diria, no total, 13 anos. 

6. Quais são as dificuldades para que um autor consiga ser publicado e conhecido no mercado literário brasileiro? 
Hoje, estar em frente à uma câmera imediatamente te torna mais importante, independente de sua competência. Viver em um país que valoriza tão irracionalmente o culto à estética é um revés para escritores, já que somos essencialmente invisíveis. E ser escritor no Brasil é nadar contra a maré desta cultura de hiperestimulação visual. Então, não é fácil. 

7. Como você vê a literatura brasileira atualmente? Quais são suas expectativas quanto à ela?
Eu tenho esperança no crescimento do mercado literário brasileiro e consequentemente. As editoras independentes e blogs têm sido fundamentais para este crescimento. Vejo muitos bons lançamentos dentro deste mercado, que fogem ao padrão best-seller adolescente ou de biografias. Há espaço para todos os estilos e as editoras independentes entendem bem isso.

8. Sei que essa pode ser uma pergunta difícil, mas qual seu livro preferido?
Impossível responder a esta pergunta. Neste exato segundo, eu diria “A metamorfose”, de Kafka. Mas posso lembrar de pelo menos 10 livros fundamentais para minha existência.

9. Qual livro nacional você recomenda? Por quê?
“Os capitães da areia” de Jorge Amado. Pela relevância e atualidade do tema. 

Beijão a todos!!

16 maio, 2014

Entrevista com Augusto Terto Leandro

Olá, pessoal!!
Hoje tem entrevista com o autor do livro Grendon: A Guerra das Duas Luas.


Grendon é um continente mágico habitado por seres fantásticos e pessoas capazes de manipular os elementos da natureza de forma ofensiva e defensiva, essas pessoas são chamadas de Especiais. Nesse continente há um Templo Sagrado que é liderado pela sacerdotisa Elizângela e protegido pelos especiais mais fortes: os Guardiões. Neste templo estão aprisionados sete espíritos diabólicos que, outrora quase colocaram a humanidade em extinção. No entanto, forças maléficas conseguem se infiltrar no Templo Sagrado e os próprios Guardiões se voltam contra a sacerdotisa que, aterrorizada, foge. Em sua fuga encontra três jovens Especiais, David, Naty e Philipe e juntos tentarão impedir que duas cidades chamadas Nova e Cheia entrem em uma guerra arquitetada pelos Guardiões. Será a Guerra das Duas Luas o estopim para algo muito maior? Quem ou o quê está por trás da traição dos Guardiões? David, Naty, Elizângela e Philipe terão que embarcar na maior aventura de suas vidas para descobrir toda a verdade e salvar Grendon, e desta forma, o mundo.

Resenha
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Entrevista:

1. Como foi seu primeiro contato com a leitura? 
Primeiro contanto com a leitura veio logo na infância, com gibis da bolacha Primor (risos). Depois vieram os textos nos livros de português que eu adorava folhear, mangás e por fim os livros de romance.

2. Na infância, qual era sua relação com os livros? 
Não gostava muito dos romances, isso porque eu era criança e o que me eram oferecidos eram livros adultos, mas gostava muito dos infantis – ainda mais os que vinham ilustrados. 

3. Quando você começou a escrever? 
Histórias, comecei a criar desde criança desenhando gibis e mangás. Veio-me a ideia de adentrar na literatura depois de escrever um conto na sala de aula e toda a turma e professora o adorarem. Nessa época também estava sem tempo em me dedicar aos desenhos.

4. Quais são suas inspirações para escrever? Tem algum autor como referência?
Tudo que vivo, vejo e sinto, assim como o que não vejo, são inspirações para eu escrever. Não há apenas uma fonte.

5. Quanto tempo levou para escrever seu livro e como foi a experiência? 
Para “Grendon: A Guerra das Duas Luas” passei um ano e oito meses. Foi um pouco complexo, pois foi o primeiro livro que escrevi e o formato de contar a história é bem diferente dos mangás que antes eu fazia. Já “Grendon: O Artefato do Equilíbrio” foi uma missão, digamos, mais fácil, pois, já havia tido minha primeira experiência com o livro anterior. Apesar de maior, demorei também um ano e oito meses para terminá-lo. De fato, foi algo bem fluído.

6. Quais são as dificuldades para que um autor consiga ser publicado e conhecido no mercado literário brasileiro? 
Primeiro encontrar uma editora disposta a apostar no formato infanto juvenil de um autor nacional e segundo o próprio público, visto que não é segredo para ninguém que brasileiro lê pouco, menos ainda livros do próprio país.

7. Como você vê a literatura brasileira atualmente? Quais são suas expectativas quanto à ela?
Com o sucesso nesses últimos anos das sagas estrangeiras, creio que o público tenha, a passos lentos, começado a se interessar pela literatura nacional. O problema, porém, está no preço dos livros que são muito caros no Brasil enquanto países como a Europa, o valor dos livros são baixos. Haverá uma adaptação de uma trilogia de fantasia nacional, que não lembro qual, para o cinema buscando trazer a qualidade Hollywood nos filmes. Isso acabará despertando o interesse do público para com os livros nacionais.

8. Sei que essa pode ser uma pergunta difícil, mas qual seu livro preferido?
Realmente é difícil. Então, vou responder um livro que adorei e me veio agora à cabeça: “Reparação” de Ian McEwan.

9. Qual livro nacional você recomenda? Por quê?
Com certeza “Senhora” de José de Alencar. É um livro sensacional que prende o leitor a cada página! A cena da primeira noite de Aurélia e Fernando é sensacional.

Vídeo com o autor respondendo algumas perguntas dos leitores sobre o livro Grendon: A Guerra das Duas Luas e também sobre o próximo livro que será lançado logo logo.



Beijão a todos!!

12 maio, 2014

Entrevista com Jader Pires


Olá, pessoal!!!
Hoje vou apresentar para vocês uma entrevista com o autor Jader Pires que lançou o livro Ela prefere as uvas verdes pela Editora Empíreo.


Para conquistar os leitores, os autores de contos precisam dominar a ciência da estrutura e do estilo, de modo a não inserir em sua narrativa detalhes que não sejam essenciais. É com essa precisão que Jader Pires tem conquistado fãs pela internet e agora publica seus contos no livro Ela prefere as uvas verdes. As treze histórias presentes no livro estão repletas do cotidiano, por onde desfilam personagens das mais variadas origens: um vendedor de crack, um político, um casal de idosos e um mágico de circo. As angústias e alegrias experimentadas por todos esses personagens – e que também são nossas – são expressas em situações fortes e incisivas, mas por vezes bem-humoradas, que aproximam o leitor da trama, sem deixar de fora nenhum detalhe. Em Ela prefere as uvas verdes, entramos em contato com personagens em momentos surpreendentes de suas vidas. Momentos em que as perdas e os encontros trazem profundas transformações. 

Entrevista
1. Como foi seu primeiro contato com a leitura? 
O primeiro mesmo foi com as histórias da Turma da Mônica, que meu pai lia pra mim e me ajudava a entender as letras e palavras. Eu tinha milhares de revistinhas da turma toda pela casa, aquele Almanacão de Férias.
De livros, o que me lembro de ser delicioso e mais antigo na minha vida era a Coleção Vagalume que eu tinha que ler pra escola: O Menino de Asas, Tonico e Carniça, Um cadáver ouve Rádio, O Mistério dos Cinco Estrelas, O Gigante de Botas, O Escaravelho do Diabo. 
Mas considero meu primeiro livro de leitura voluntária o 1984, do George Orwell. Eu sempre gostei muito de música e reparei, em determinado momento, que várias bandas que eu gostava faziam referência ao livro (INcubus, com "Talk Shows on mute", Radiohead com "2+2=5", Rage Against the Machine com "Testify". Daí fui atrás de ler e não parei nunca mais.

2. Na infância, qual era sua relação com os livros? 
Era bem maluca, porque - como a maioria das crianças - ficava bem bravo ou preguiçoso de ler um livro obrigado para a escola, mas eu gostava de muitos deles, apesar de não assumir. Não sei o que acontecia nesse sentido, se era a obrigatoriedade de manter um status de aluno problema. Mas eu gostava. Adorei ler Cândido do Voltaire, o Auto da Barca do Inferno, do Gil Vicente. 

3. Quando você começou a escrever? 
Tarde, já depois de formado na faculdade. Comecei a rabiscar umas poesias, fiquei com uma vontade louca de escrever roteiros conforme ia me aprofundando no cinema e ai fui fazer pós-graduação em jornalismo cultural. Daí, no curso, comecei a escrever resenhas de discos, alguns exercícios de crítica de teatro, de filmes e escrevi, numa noite, um conto de meia página, daí foi transpirar e escrever cada vez mais.

4. Quais são suas inspirações para escrever? Tem algum autor como referência?
John Fante e Philip Roth, Raduan Nassar, mais nessa linha de escrever sobre o cotidiano. Mas tenho, como referência de escrita deliciosa, o Garcia Márquez, o Jorge Luis Borges, o Mia Couto.

6. Quanto tempo levou para escrever seu livro e como foi a experiência?
Para sentar e escrever o livro em específico levou uns 4, 5 meses. Mas eu tinha contos de 4 anos antes que peguei e reescrevi todinho.

7. Quais são as dificuldades para que um autor consiga ser publicado e conhecido no mercado literário brasileiro? 
Visibilidade mesmo. Tem cara lançando livros de literatura fantástica e vendendo pra cacete e ninguém - no grande público - conhece o cara. Eu tive sorte de ter certa visibilidade sendo editor do site PapodeHomem e por ter sido visto pela Empíreo (minha editora) e ser convidado a publicar com eles. Mas certamente a dificuldade está em ser visto e "competir" com a visibilidade dos livros gringos que são bastante divulgados, viram filmes com sucesso mundial e tudo o mais.

8. Como você vê a literatura brasileira atualmente? Quais são suas expectativas quanto à ela?
Vejo com os melhores olhos possíveis e minha expectativa é a melhor possível. Se olharmos o copo meio cheio, temos um mercado inteirinho a ser atingido, logo, uma vasta capacidade de vender bem pra cacete. Mas o caminho das pedras leva tempo.
Hoje, infelizmente, não se vive de livros no Brasil. 

9. Sei que essa pode ser uma pergunta difícil, mas qual seu livro preferido?
Não tem como, hahaha.
Mas, hoje, em homenagem um pouco tardia ao Gabo, Os "Cem Anos de Solidão" e "Amor nos Tempos do Cólera" do Garcia Márquez. Amanhã certamente serão outros.

10. Qual livro nacional você recomenda? Por quê?
Vamos lá:
Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa)
O Maníaco do olho Verde (Dalton Trevisan)

Beijão a todos!!

13 abril, 2013

Entrevista com Nicole Peeler, autora do livro Garota Tempestade

Mesmo tendo passado a vida inteira na pequena e conservadora cidade de Rockabill, Jane True, 26 anos, sempre soube que não se encaixava numa sociedade pretensamente normal. Durante um de seus clandestinos nados noturnos no mar congelante, desafiando um perigosíssimo redemoinho, uma descoberta terrível leva Jane a revelações surpreendentes sobre sua herança genética: ela é apenas meio-humana. Agora, Jane precisa penetrar um mundo de mitos e lendas, povoado por criaturas sobrenaturais, aterrorizantes, belas e até mortais. Características que também descrevem perfeitamente Ryu, seu novo “amigo” -- um vampiro poderoso, deslumbrante e hummm, aiii... muuuito SEXY.

PERGUNTAS DOS NOSSOS BLOGS AMIGOS

Gabrielle Alves, do blog Livros e Citações (http://www.livrosecitacoes.com)
– O que te inspirou para fazer personagens tão diferentes, não só fisicamente, mas com personalidades tão exuberantes e doidinhas?
Nicole Peeler: Sempre fui atraída por pessoas com muita personalidade, que enxergam o mundo meio diferente. Então usei as características dos meus amigos para criar os personagens do mundo da Jane. Tenho sorte de conhecer muitas pessoas brilhantes e doidas ao mesmo tempo.

Camila Palmeira, do blog Daily of books (http://dailyofbooks.blogspot.com.br/)
- Dos personagens masculinos que você criou, qual o seu favorito? Algum deles foi inspirado em algum homem “real”?
NP: Eu fiquei muito surpresa em ver como as pessoas gostaram do Gus, o espírito de pedra. Ele está virando um Cult e já tem muitas fãs. Mas o meu favorito para escrever é o Ryu. Ele é um pegador, divertidíssimo. E eu definitivamente já namorei mais que alguns Ryus na minha vida.

Fernanda Cagno, do blog Brilho das Estrelas (http://brihodasestrelas.blogspot.com.br)
– O que te fez querer ser uma escritora?
NP: Eu fui inspirada pela Sookie Stackhouse, escrita pela Charlaine Harris. Li no avião e pensei “Posso fazer isso.” Quando voltei para casa, criei a Jane. Foi bem louco. Seis meses depois eu já tinha um agente, e logo após tínhamos vendido nosso primeiro livro.

Luciana Zuanon, do blog Apaixonada por Romances (http://www.apaixonadaporromances.com.br/)
- Que outros projetos você está trabalhando e que gostaria de nos contar?
NP: Estou trabalhando em dois novos projetos. O primeiro é uma fantasia, mas é mais uma história alternativa que urban fantasy. E o outro é um mistério paranormal. Em breve teremos novos anúncios, se tudo der certo.

Luisa Garrozi, do blog Fome de Livros (http://blog.fomedelivros.com.br/)
– Quais autores você admira e por quê? E quanta pesquisa teve que fazer para criar um mundo tão diferente? Quais fontes você usou?
NP: Eu admiro muitos autores. Nesse momento, minha heroína é Elizabeth Peters, que também escreve como Barbara Michaels. Ela é uma egiptóloga que escreve mistérios e romances góticos. Eu amo os livros dela. Quanto à pesquisa, eu fiz um monte, mas foi tão divertido descobrir sobre essas criaturas que não foi um trabalho chato. Para encontrá-las usei muito a internet, mas também tenho alguns livros que são enciclopédias de seres mitológicos – foram bastante úteis.

Danilo Barbosa, do blog Literatura de Cabeça (http://literaturadecabeca.com.br)
- O que você acha que leva o leitor a gostar de fantasia? Acha que este gênero é um modismo ou algo que perdurará?
NP: Eu acho que sempre existiu. Pense sobre Drácula, Frankenstein e Viagens de Guilliver. Ainda cito a mitologia que existe dentro da história humana. Nós sempre gostamos de elementos fantásticos na ficção e acho que sempre gostaremos.

Andréia Bittencourt, do blog Mon Petit Poison (http://www.monpetitpoison.com)
- Geralmente vemos a protagonista ter entre 16 a 20 anos, por que subir a idade da protagonista para 26? Queria fugir desse estereótipo ou tinha algo (ou vai ter) que impediria de ser contado se fosse mais nova?
NP: Eu queria que a Jane tivesse idade suficiente para que suas decisões fossem importantes, mas ao mesmo tempo em que ainda fosse jovem o bastante para ser inocente. Também queria que a infância traumática fosse relativamente recente, mas que já tivesse amadurecido a ponto de conviver bem com o passado.

Larissa Zorzo, do blog Another Words (http://anothersimplewords.blogspot.com)
- Achei o livro genial, e Jane True me encantou! Assim como ela, você adora nadar no mar? E qual a sua relação com a água?
NP: Eu amo nadar no oceano, apesar de ter crescido nadando em piscinas, já que nasci em Illinois. Meu sonho é algum dia viver perto do oceano de novo. Eu visitei Eastport, no Maine, e achei absolutamente fantástico.

Juliana Pâmela Giacobelli, do blog Praticamente Inofensivo (http://www.praticamenteinofensivo.com.br)
- Você tem algum ser mitológico preferido? E podemos esperar ainda mais seres sobrenaturais que ainda não conhecemos para as seqüências?
NP: Tem um monte de criaturas sobrenaturais em todos os livros e tentei colocar alguns extras a cada volume da série. E amo todos eles, mas os selkies têm um espaço especial no meu coração, por muitas razões.

Rosana Gutierrez, do blog Livrólogos (http://livrologos.com.br)
– Como é o seu processo criativo? Você tem alguma metodologia? Prefere escrever ouvindo música, por exemplo? Ou você deve parar tudo e só escrever?
NP: Minha única metodologia real é que tenho um deadline, um prazo de entrega. Faço um plano detalhado antes de escrever, mas tudo acaba sendo feito na adrenalina do último minuto, já que meu dia é bem ocupado, sendo professora e autora.

– Você sempre quis ser uma escritora? Os seus pais e familiares apoiaram sua decisão?
NP: Eu sempre amei ler, então sonhava em ser uma escritora... Mas eu também sonhei em ser um piloto de avião e uma arqueóloga. Então ainda estou surpresa que acabei onde estou, para ser honesta. E minha família sempre me apoiou. Ajuda, também, que eu tenho um emprego de professora. É duro ganhar a vida atualmente sendo autor.

Irene Moreira, do blog Saleta de Leitura (http://saletadeleitura.blogspot.com)
- A Jane é uma personagem sexualmente liberada e sem preconceitos, sou apaixonada por esse jeitinho dela e acho importante que haja personagens assim na literatura, acho-os necessários para construir um mundo menos preconceituoso. Mas aqui no Brasil, por exemplo, existem muitas pessoas preconceituosas que criticam a homoafetividade, sexo fora do casamento e sem intenção de reproduzir, por exemplo. Você já foi hostilizada ou sofreu alguma crítica por parte dessas pessoas, por ter construído uma personagem tão livre?
NP: Eu sempre levei a vida a mil e fui aberta quanto a valores. Por sorte, nunca sofri com isso. Sou privilegiada, pois tenho ensino superior, venho da classe média, sou branca e etc. Isso significa que consigo me defender. Além disso, as pessoas já me respeitam mais por causa de onde nasci e como fui criada. Então eu tento usar esses privilégios para falar por aqueles cujas vozes estão reprimidas. Acho que os livros da Jane são um pouco políticos, até porque não falam da luta de ser uma pessoa diferente, mas do prazer. Mostram que existe uma forma diferente de viver, fora dos padrões, digamos, caretas. Obrigada pela ótima pergunta.

Thaís Cavalcante, do blog Pronome Interrogativo (http://www.pronomeinterrogativo.com)
– Porque você escolheu o Old Sow como ponto de partida?
NP: O Old Sow é o motivo que todo autor deve pesquisar. Eu queria que a Jane nadasse perto de alguma coisa realmente perigosa, porque ela tinha que perceber que sua natação não era “normal”. Então eu comecei a pesquisar sobre o oceano perto do Maine e encontrei o Old Sow. É real, mas não poderia ser mais esquisito se fosse inventado. Um vórtice mortífero, no meio do oceano, nomeado em homenagem a um porco? Sério? Eu amei a ideia e usei. E praticamente se tornou um personagem na história.

Kel Costa, do blog It Cultura (http://www.itcultura.com.br)
– A Jane vai encontrar a mãe? E como isso vai mudar a relação com o seu pai?
NP: Oooooh, isso é spoiler! Terá que esperar até o livro 3 para descobrir. É a vida!

PERGUNTAS DA EDITORA E ENVIADAS POR LEITORES ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS:

– Qual atriz você gostaria de ver interpretando Jane no cinema?
NP: Eu acho que a Emma Stone faria uma ótima Jane. Ela tem aquele jeito sexy e engraçado, que a torna perfeita para o papel.

– Você usa um monte de referências pop. Quais são seus programas de TV favoritos, desenho, filme, música e revista?
NP: Eu só FALO do mundo pop. A verdade é que sei muito pouco de cultura pop. Nunca vejo TV, e raramente vejo um filme. Escuto muita música, mas a maioria é meio alternativa. A única revista que leio, se é que pode chamar de revista, é a New York Review of Books. As referências eu acabo pegando com meus alunos. Não me exponho muito à cultura pop porque senão ficaria viciada.

– Jane True é seu primeiro livro publicado no Brasil. O que você sabe sobre o nosso país? Você planeja ou gostaria de vir nos visitar?
NP: Eu adoraria visita-los, mas admito que conheço muito pouco sobre o Brasil. Definitivamente amaria visitá-los. Já escutei que é maravilhoso e eu AMO viajar. Então me chamem quando quiserem!

– É muito comum na literatura moderna personagens que possuem poderes sobrenaturais ou podem mudar de forma, mas normalmente se usa animais como pássaros ou lobos, algumas vezes até morcegos. De onde veio a ideia de usar uma foca? Porque a foca? Que poder uma foca poderia ter para fazer a Jane ser tão forte?
NP: Eu tive uma aula de mitologia Céltica quando estava no ensino médio e me apaixonei pelos selkies. Eles são trágicos e bonitos, além de uma ótima metáfora para a mulher jovem que se sente presa entre dois mundos, o que é mais ou menos o que a Jane sempre foi. Quanto à força, eu queria escrever o oposto à heroína fodona. Eu acho muito fácil ser corajoso quando se tem anos de treinamento e máquinas poderosas à sua disposição. Mas ser corajoso quando se é vulnerável? Isso é a verdadeira coragem, e as mulheres mostram esse tipo de resiliência todos os dias. Eu queria recompensá-las por isso.

– Anyan e Jane serão mais que amigos? E a rivalidade entre Ryu e Anyan tem alguma coisa a ver com uma mulher no passado? Se sim, ela vai aparecer algum dia?
NP: Ooooh, isso são spoilers! Vocês descobrirão mais nos próximos livros, prometo!

– Atualmente no Brasil temos muitos novos autores escrevendo fantasia. Você conhece algum? Tem algum conselho para aqueles que estão tentando escrever?
NP: Meu maior conselho é: ESCREVA! Não se preocupe se é ruim, simplesmente escreva. Quando você tiver muitas páginas, aí você pode voltar e consertá-las, fazê-las melhor. Mas você não pode melhorar alguma coisa que não está no papel. Então escreva, escreva e escreva!

– Por que o Complexo está localizado no Canadá? É uma piada? Não poderia ser em outro lugar?
NP: Sempre achei engraçado como tudo acontece nos EUA, tanto nos livros como nos filmes. Alienígenas sempre invadem os EUA, vampiros sempre tentam dominar o mundo começando por Manhattan. Então eu tentei fazer coisas importantes acontecerem em outros lugares. Além disso, meus seres sobrenaturais não têm as mesmas fronteiras que os humanos, então eu criei o Complexo no Canadá. E Jane ama poutine*, então deu tudo certo.
*Comida típica canadense

13 março, 2013

Quem não viu a entrevista de Tico Santa Cruz no Bate-papo UOL?

Olá pessoal!!
Hoje estou postando uma entrevista com o Tico Santa Cruz que aconteceu no dia 09/03 no site UOL.
Quem ainda não viu aproveita pra ver, está bem legal.


Tico Santa Cruz diz que falta nova banda para reviver o rock
Vocalista do Detonautas Roque Clube, Tico Santa Cruz lança um livro de poesias eróticas. "Tesão" é a segunda obra do músico, que se inspirou em suas próprias fantasias, sensações e relacionamentos para escreve-lo. No Bate-papo UOL, Tico fala sobre novos projetos da banda de rock, mostra seu livro e ainda revela se as poesias que escreveu sobre relacionamento aberto, sexo com desconhecidos e ménage à trois são experiências pessoais. "É hipocrisia criticar o estilo de vida rock 'n roll num país alcólatra", diz Tico Santa Cruz (Fonte)
O novo livro de Tico Santa Cruz é o "Tesão" que está sendo lançado pela Editora Belas-Letras.
Para ficar sempre por dentro dos lançamentos dessa editora não esqueça de curtir sua página no facebbok.