19 fevereiro, 2017

Resenha - Simplesmente o Paraíso

Título: Simplesmente o Paraíso
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017
Gênero: Romance/ Literatura Estrangeiro
Sinopse: Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido.
Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.
Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado.
Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família.
Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.
 “Depois dos Bridgertons você irá conhecer e se apaixonar pelo Quarterto Smythe-Smith. ”

Não é à toa que Julia Quinn consegue ser uma das minhas autoras de romance de época favoritas, ela é capaz de criar um romance delicado com altas questões amorosas sem cansar a leitura, pois ela tem um dom de escrever romances com diálogos superleves que dão um toque divertido a trama.

Simplesmente o paraíso é o primeiro livro do quarteto Smythe-Smith e a mocinha é Honoria Smythe-Smith que faz parte do Recital terrível musical da família a apenas um ano que é conhecido por toda a Londres pelo som um pouco horrível do concerto. Mas é uma tradição familiar que toda jovem solteira em plena idade de debutar faça parte do recital, mesmo que nenhuma delas tem uma veia para música ou toque instrumentos de forma adequada. Porém para Honoria mesmo sabendo quão ruim ela é no violino é um prazer tocar nessa recital anual e um prazer maior ainda fazer parte do quarteto, pois ela tem consciência de fazer parte de uma bela família – mesmo que devido as circunstâncias a família dela não seja um grande exemplo, mas mesmo assim ainda ela tem alguém – diferentemente do Conde de Chatteris que até então só contava com a família de Honoria para chamar de sua, já que seu melhor amigo o incluía em todos os eventos, jantares e férias. Infelizmente tudo isso acabou quando Daniel Smythe-Smith foi exilado do país e a amizade entre Marcus Holroyd e a família Smythe- Smith esfriou. Entretanto antes de Daniel sair do país ele deixou uma missão a Marcus que seria proteger a irmã mais nova, Honoria, de pretendentes indesejáveis, o que Holroyd faz com determinação, mas depois de um encontro com Honoria a amizade dos dois começa a retornar, será que Marcus vai conseguir levar a sério a promessa que assumiu de proteger a Srta. Smythe-Smith dos pretendentes?


Esse livro é sem dúvida nenhuma completamente apaixonante, é tão doce a história de amor entre Honoria e Marcus, dei tantos suspiros em certas passagens do livro. A um amadurecimento, mas mesmo assim conseguimos sentir a leveza da escrita da Quinn e é impressionante a caracterização da personagem pelo fato de criar uma personalidade que encaixe com o par ideal. Por exemplo a Honoria valoriza a família e já Marcus sempre quis uma família, Honoria é animada, mas aprecia uma boa conversa e Marcus mantem seu bom-humor escondido de outras pessoas, sendo que para pessoas que ele tem intimidade como Honoria as conversas são recheadas de um humor ácido que dá um toque bem divertido ao livro. 

"Nem se dera conta de que sentia falta daquela sensação de pertencimento, de estar no lugar certo, com alguém que a conhecia plenamente e, ainda sim, achava que valia a pena rir com ela."
 Acho que vai ser preciso um casal muito incrível para substituir Marcus e Honoria do meu coração, como eu disse, eles foram um casal extremamente apaixonante; do tipo de arrancar cabelos quando acontecia algo que os distanciavam. Sinceramente Julia Quinn a senhora vai acabar com meu pobre coração.

+ Quotes 
"- Você precisa melhorar – sussurrou Honoria. – Não sei o que farei se você não melhorar. – Então. Tão baixinho que ele mal a escutou, acrescentou; - Talvez você seja meu porto seguro."
 Honoria ainda estava com ele.
E marcus tinha a estranha sensação de que sempre estaria.

17 fevereiro, 2017

Resenha - O Par Perfeito

Título: O Par Perfeito - Trilogia A Pousada #3
Autor: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Ano: 2016
Gênero: Romance
Sinopse: Mesmo sendo conhecido como o mais durão dos irmãos, Ryder Montgomery deixa as mulheres aos seus pés quando coloca seu cinto de ferramentas. Nenhuma delas é imune a seu jeito sexy quando está no trabalho. Sem contar, é claro, Hope Beaumont, a gerente da Pousada BoonsBoro.
Ex-funcionária de um luxuoso hotel em Washington, Hope está acostumada à agitação e ao glamour, porém isso não significa que ela não aprecie os prazeres da cidade pequena. Sua vida está exatamente como ela deseja – exceto pela questão amorosa. Sua única interação com alguém do sexo oposto são as frequentes discussões com Ryder, que sempre lhe dá nos nervos. Ainda assim, qualquer um vê que há uma química inegável entre os dois.
Enquanto o dia a dia na pousada transcorre sem problemas graças aos instintos infalíveis de Hope, algumas pessoas de seu passado estão prestes a lhe fazer uma indesejável – e humilhante – visita. Mas, em vez de se afastar ao descobrir que Hope tem seus defeitos, Ryder só fica mais interessado por ela. Será que pessoas tão diferentes podem formar um par perfeito?
No livro que encerra a trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta Ryder Montgomery, que, ao tentar driblar o amor refugiando-se no trabalho, acabou sendo surpreendido pelo sentimento mais nobre e profundo que já teve.

Mais um casamento está para ser organizado na pousada, agora é a vez de Avery e Owen. Clare está grávida de gêmeos e não é dessa vez que ela terá uma menina, são mais dois meninos.

Hope não consegue entender porque Ryder é tão mal humorado. Eliza os deixa trancados em um dos quartos e Hope se lembra de que ela fez isso com Avery e Owen, para que eles se beijassem se descobrissem e agora está fazendo o mesmo com Hope e Ryder, ela diz para ele beijá-la, assim Eliza destrancará a porta, ambos se deixam levar pelo beijo.

Hope se sente muito feliz com o seu trabalho, mas uma visita inusitada a deixa muito chateada, Jonathan chega na pousada como se eles fossem bons amigos. Nossa ele é um verdadeiro cafajeste, procura Hope e diz a ela que precisa voltar para o seu trabalho anterior, ela não combina com aquela cidade pequena e que quer ela de volta, quer que ela seja a sua amante e promete dar a ela tudo que ela quer, Hope se sente humilhada com sua proposta.

Hope e Ryder estão cada vez mais próximos, é difícil resistir à tentação, ele acaba beijando-a de verdade, logo após ter ajudado ela a humilhar Jonathan.

Ryder não admite que os Wickham ainda procurem Hope para importuná-la, ele acaba tomando uma atitude e eles acabam se desentendendo, pois Ryder vai até o hotel da família Wickham e fala com o pai de Jonathan sobre o que ele fez e depois sobre a sua nora. Ryder fez isso como um gesto de proteção, mas Hope achou que ele deveria ter falado com ela primeiro, mas é depois de uma conversa com Avery que ela se dá conta que não tem porque se sentir desrespeitada.


Ryder está descobrindo o amor e justo por uma pessoa que ele sempre achou ser diferente demais para ele. Owen e Beckett se divertem com a situação do irmão, eles sabem que Ryder está apaixonado, mas será que ele sabe?

O relacionamento entre Ryder e Hope é intenso, mas Ryder não admite estar apaixonado, mas sabe que está rolando algo mais intenso entre eles.

Finalmente vamos saber tudo sobre a Elisa e principalmente qual a ligação entre os personagens, quando Hope entendeu a ligação entre Ryder e o Billy de Eliza, um arrepio tomou conta de mim, eu já suspeitava, mas a comprovação foi chocante.

Desde o primeiro livro eu esperava para ver como esse casal ia acontecer, eles são diferentes, mas muito parecidos em alguns pontos, os dois não admitem sentir algo um pelo outro, mas é claro que o amor entre eles está cada vez mais aflorado.

A autora fechou a trilogia com chave de ouro. Um clima aconchegante de muito romance e amizades, personagens fortes, cativantes e apaixonantes.

Trilogia A pousada é cheia de charme, leitura recomendada.

15 fevereiro, 2017

Resenha - Uma canção de ninar

Título: Uma canção de ninar
Autora: Sarah Dessen
Editora: Seguinte
Páginas: 320
Ano: 2016
Gênero: Romance/YA
Sinopse: Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor.
Uma canção de ninar, me fez lembrar o filme “O som do coração” quando estava lendo os primeiros parágrafos. Tudo começa com Remy contando que seu pai escreveu a canção de ninar quando ela nasceu, ele e sua mãe estavam separados. Os pais de Remy se conheceram nos anos 70, mas sua mãe não fala muito dele. A mãe de Remy é escritora e já se casou muitas vezes.

Remy junto com as amigas Chloe e Jess estão comemorando e esperando ansiosas o fim do verão, pois elas vão para a universidade e Remy acredita que as coisas irão mudar e ela vai começar essa mudança agora, terminando com o seu namorado Jonathan.

A mãe de Remy vai casar novamente, agora com o dono de uma concessionária e no dia que Remy vai até lá para acertar mais alguns detalhes sobre o casamento, um jovem se aproxima e escreve em sua mão o número do seu celular e seu nome, ele diz estar apaixonado e eles se encontram novamente em uma casa noturna. A maneira como Dexter aborda Remy é um tanto chato, na primeira vista eu não gostei dele. Ele diz ser de uma banda e que vai fazer uma música para ela.

Realmente as mudanças estavam chegando, mas de uma forma não tão agradável, Remy vai terminar com Jonathan, mas descobre que ele a estava traindo e sua amiga Lissa levou um fora do namorado, que quer aproveitar o verão e as novas oportunidades da vida acadêmica.

Os personagens são jovens, cada um deles tem seus problemas, mas esperam que a universidade mude suas vidas.

Remy se esforçou muito e conseguiu ser aprovada em uma boa universidade e graças ao fundo que seu pai deixou não teria problemas com as mensalidades, pois cada vez que ‘a canção de ninar’ era usada, mais dinheiro entrava em sua conta.

Chris irmão de Remy está diferente, nem ela o reconhece mais, mas dá para perceber que é tudo por causa da namorada Jenifer, parece que ele tenta ser alguém que não é só para agradá-la.

Remy não acredita no amor e critica todos que pensam diferente dela e isso faz a personagem ser bem chata em alguns momentos. Até que ela tem suas razões para pensar assim, mas acho que deve respeitar a opinião dos outros, a primeira vez de Remy não foi planejada e nem um pouco agradável, ela tava no segundo ano e foi para uma festa dos garotos do terceiro ano, bebeu demais e um garoto acabou se aproveitando da situação.


Dexter ouve sem querer Remy dizendo que o namorico deles não passava de algo de verão, que logo terminaria, pois ela quer ir para a universidade sem compromisso, ela não quer estar ligada a ninguém. Mas agora que conseguiu que ele se afastasse, sente que falta algo, parece que ela está enganada sobre seus sentimentos.

Pessoas como o Dexter não me agradam nem um pouco, sempre fui muito chata com relação a meninos que se comportam como ele, gosto do meu espaço e garotos como ele me faziam correr longe, manter distância sempre, acho as atitudes dele bastante inconvenientes e isso me fez praticamente odiar o personagem.

Quando soube que o livro tinha um personagem músico, eu imaginei que era um personagem gato, sexy, inteligente, mas Dexter e sua banda são muito ruins. Dexter é o oposto de tudo que Remy queria em um garoto, ele é desleixado, atrapalhado, desorganizado, tudo bem que os opostos se atraem, mas não dá para entender como ela consegue ficar com ele.

Embora a leitura tenha fluido de forma rápida, eu não me senti envolvida pela trama, os personagens não são cativantes, são superficiais e não consegui criar um vínculo com nenhum deles, Remy em muitos momentos é chata demais, tentando fazer com que os outros desacreditem no amor. Mesmo percebendo que Remy está mudando conforme as coisas vão acontecendo, ela não cativa.

Mesmo que eu não tenha gostado tanto da leitura eu recomendo, pois muitos leitores poderão se sentir envolvidos com a trama.

14 fevereiro, 2017

O que estou lendo + quote - Sanctum e O Espetáculo Mais Triste da Terra

Oi, gente!!!

Hoje estou aqui para mostrar o que andei lendo na semana passada, comecei e finalizei a leitura de Sanctum, segundo volume da série Asylum, gostei bastante desse volume, embora o terror que o leitor espera não seja tão bom, ele é mais um suspense, mas valeu muito apostar na leitura.

Dan pensou que estivesse preparado para esse momento – afinal, era só um prédio, e ele não ia precisar nem entrar. Os endereços passados por Felix ficavam todos fora do campus. Mas não fazia diferença. Dan estremeceu ao ver a fachada branca e descascada e as colunas desgastadas que sustentavam a estrutura a duras penas. E havia ainda o ímã em seu peito, que o atraía não apenas para a faculdade, mas para o Brookline, e a voz de víbora no fundo da sua mente sussurrando: “Bem-vindo ao lar, Daniel”.

- Tudo vai fazer sentido quando chegar a hora... Toda fechadura tem sua chave, não? E toda prisão também. Você está preso dentro da sua cabecinha, mas existe uma forma de escapar. Algumas pessoas chamam isso de chave, outras de senha, outras de salvo-conduto. O nome não faz diferença, o importante é que você encontre.

Eu gosto de livros com temas reais, acho importante conhecer a história mesmo sendo ela triste como no caso de O Espetáculo Mais Triste da Terra, que fala sobre o incêndio que ocorreu no Gran Circo Norte-americano, no dia 17 de dezembro de 1961.

O incêndio não democratizou as mortes. Suas vítimas foram principalmente os que estavam nos camarotes e nas cadeiras numeradas, mais caros, mais próximos do picadeiro, mais distantes da saída principal e separados das arquibancadas por cerca de madeira. Crianças, adultos e velhos foram atropelados e pisoteados quando tentavam escapar. O perigo também vinha do alto. À medida que as chamas avançam pela cobertura, davam origem a uma chuva de gotas incandescentes, que atingiam corpos e cabeças.

A crônica extraoficial da tragédia registra o caso da diretora de uma escola que dera de presente à filha uma pulseira de ouro com a advertência: “Se perder, vai apanhar”. Acompanhada da babá, a menina tinha ido ao circo e conseguido escapar, quando, já do lado de fora, percebeu que estava sem a joia. Decidida, falou para a empregada: - Vou voltar, senão mamãe vai bater em mim. Em vão, a empregada tentou impedir. Ela entrou e não saiu.

Os especialistas, no entanto, tinham que controlar a emoção, mesmo quando reconheciam parentes entre os mortos. No Instituto Médico Legal, o pediatra Israel Figueiredo identificou o corpo de uma menina pela calcinha e, desesperado, avisou um colega, José Hermínio Guasti, chefe do setor médico do Antonio Pedro: - Guasti, esta é a minha filha. Rita de Cássia Figueiredo, de quatro anos, havia sido levada ao circo pela tia e pela babá, de quinze anos, que também morreu. Mas eram tantas as vítimas que Israel não podia se permitir ficar junto à menina morta e logo seguiu para o hospital. Transformara a dor em ação, atendendo um ferido atrás do outro.