14 janeiro, 2017

Férias


Oi, gentee!
Estou sumida né, pois é estou aproveitando as férias para ficar um pouco longe das redes sociais e do computador.
Minha vida tem sido piscina, sol, mar, comer , dormir e claro que ler. Estou escrevendo umas resenhas para postar aqui para vocês, o blog vai continuar assim um pouco devagar com as postagens, mas depois do dia 5 de fevereiro tudo vai voltar ao normal.
Beijão!!

04 janeiro, 2017

Crushs Literários

Olá Pessoal!
Todo mundo ao ler um livro as vezes se depara com personagens inesquecíveis que ficam grudados na nossa memória pelas qualidades e também pelos defeitos, porque até mesmo os personagens os tem, e as vezes até que contribuem para nossa paixão iminente.
Pensando nisso tudo eu resolvi trazer os meus 5 crushs literários da vida, foi muito difícil escolher só cinco, porque eu tenho uma lista bem considerável, mas esses são aqueles que eu defendo até o fim.

5-  Benton Kesller ou Ben, Novembro 9 da Colleen Hoover

Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?
Quem em plena consciência não se apaixonaria perdidamente por um escritor? Além do mais ele é aquele personagem engraçado e que sempre tem algo bom para dizer.

4- Park, de Eleanor e Park da Rainbow  Rowell


Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
Depois que eu terminei esse livro eu passei bons meses para esquecer o Park, ele é na minha opinião o garoto que na época da escola todas se apaixonariam, misterioso, nerd, com ótimo gosto musical; Park sem dúvida nenhuma se destaca entre os garotos.



3- Jamie Fraser, Outlander da Diana Galbadon



Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente? 
Esse livro é maravilhoso e contribui muito ter um personagem maravilhoso como o Jamie, um homem que apesar de passar constantemente por situações horríveis mantém o caráter intacto e uma personalidade admirável. Alguém parou para ver a série? Vou dar uma prévia só para vocês verem o que estão perdendo rsrs

2 - John Thorton ou Mr. Thorton, Norte e Sul da Elizabeth Gaskell


Margaret Hale é uma mulher forte, filha de um ministro religioso, que se muda para a cidade de Milton, no norte da Inglaterra. Margaret vê o sul, lugar onde nasceu como símbolo do idílio rural, o triunfo da harmonia social e do decoro. Imagem que se contrapõe com o norte e seu ambiente sujo, rude e violento. Ela se depara com a difícil realidade da população local, encontra novas amizades e o surgimento de uma crescente atração por John Thornton, dono de uma fábrica têxtil.
Eu acabei de resenhar esse livro . vocês podem ver a resenha Aqui, e lembrar como eu fiquei apaixonada pelo Mr. Thorton. Pois é, esse sentimento não passou e piorou ainda mais quando eu assisti a série.  



“Look back… Look at me.”

Nem preciso dizer que eu passei 50 anos pensando nessa frase, não é? Mr. Thorton quero o senhor para presente e bem embrulhado viu?

1- Mr. Darcy, Orgulho e preconceito da Jane Austen 


Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: "É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa". O livro é o mais famoso da escritora e traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroina irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos da trama conduzem os personagens ao auto-conhecimento e ao amor. O livro pode ser considerado a obra prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada.
A pergunta universal é  quem não se apaixona por um homem capaz de mudar sua conduta por amor? é acho que NINGUÉM. Nem a Elizabeth resistiu, enquanto eu que não tenho metade do orgulho dos dois?
Recentemente eu assisti a serie orgulho e preconceito com o Colin Firth e quando eu pensava que não podia mais me apaixonar pelo Mr. Darcy. Suspiros.


Esses são meus queridinhos e os de vocês já pensaram a respeito?




  

 


29 dezembro, 2016

Resenha - Norte e Sul

Título: Norte e Sul
Autor: Elizabeth Gaskell
Editora: Martin Claret
Páginas: 747
Ano: 2015
Gênero: Literatura Estrangeira 
Publicado em 1854, “Norte e Sul” retrata os efeitos da Revolução Industrial no solo inglês. As personagens principais: Mr. Thornton e Margaret dualizam o norte (industrial, sujo e sem modos) e o sul (bucólico e aristocrático). O relacionamento entre os dois pode evocar no leitor lembranças de Orgulho e Preconceito , pois, assim como na obra de Austen, as personagens de Gaskell também precisam passar por cima das convenções sociais e dos pré-conceitos em busca do amor e da realização. O romance “Norte e Sul” foi escrito e publicado na revista Household Words na forma de folhetim, como era de costumeiro, no ano de 1854, quando a Inglaterra sofria os efeitos da Revolução Industrial e das mudanças delas advindas. A mola propulsora do enredo é a mudança da família de Margaret, da idílica cidade de Helstone, sul da Inglaterra, para o centro industrial de Milton-North.
Norte e Sul é um romance que tem como o pano de fundo o norte e o sul da Inglaterra. Primeiramente a autora nos apresenta o Sul, o bucólico, o aristocrático, o lugar que a protagonista Margaret Hale nasceu e tem como lar. Já o Norte a parte suja, degradante, e cheias de industrias é aonde o Sr. Thorton vive como um industrial rico e bem-sucedido.
Esse livro conta uma parte da revolução industrial que ocorreu na Inglaterra no século XIX, por motivos que um deles é o baixo salário e as condições de trabalho, há também uma grande discussão sobre os sindicatos e como eles atuavam na época. Esse romance vai tratar de uma forma política as relações sociais em uma cidade fictícia que a autora criou, nela há um grande parâmetro entre as relações culturais e sociais existentes no norte e sul.
O livro é lembrando por ser parecido com a obra prima de Jane Austen Orgulho e Preconceito, já que os protagonistas enfrentarão o próprio preconceito e o orgulho para ficarem juntos. Ressaltando que Margart é uma jovem que nasceu no Sul, mas foi mandada para viver um tempo com sua tia que tinha boas relações e fortuna em Londres, depois desse tempo ela volta para sua adorada Helstone para descobrir que seu pai, um pároco, tem dúvidas em torno da sua vocação e decide mudar-se com a família para outra cidade que será a Milton do Norte e recomeçar como professor particular de industriais que incluem o Sr. Thorton que é um rico industrial de Milton conhecido por sua determinação nos negócios. Assim que a protagonista chega em Milton a autora nos apresenta detalhes vividos de como seriam viver em uma cidade que é governada pela indústria, pois até os modos se diferem das maneiras acostumadas que presenciamos nos romances de época – creio eu que existe uma liberdade de comportamento nas pessoas de todas as classes no Norte –  Margaret logo vira amiga de um dos operários e vê de forma bastante clara como eles são tratados pelos patrões, isso é a causa de muitas desavenças entre ela e o Sr. Thorton.

"E pouco a pouco ele perdeu todo o ressentimento, ao perguntar-se como era, ou poderia ser, que dois homens como ele e Higgins, vivendo do mesmo negócio, trabalhando cada um da sua maneira para o mesmo objetivo, podiam olhar para a posição e os deveres do outro de um modo tão diferente e estranho. E então surgiu aquele relacionamento que, embora não tivesse o efeito de prevenir qualquer conflito futuro de opinião ou de ação quando a ocasião surgisse, permitiria de qualquer modo, que tanto o patrão como o empregado olhassem um para o outro com mais caridade e simpatia, e suportassem um ao outro com mais paciência e gentileza. Além desta melhoria de sentimentos, tanto Mr. Thorton quanto seus trabalhadores descobriram sua ignorância quanto a assuntos triviais, conhecidos até então de um lado, mas não do outro." 
Não posso permitir que ao lerem a minha resenha pensem que Thorton é um personagem que deve ser odiado, ao contrário, ele é uma versão nortenha do Mr. Darcy. É um homem de laços que não tem nobreza ou a aristocracia, mas que tem esforço e determinação. Devo dizer que é o meu tipo preferido de mocinho, aquele que é bondoso, determinado e simples e que seja britânico, por que quem em nome de Deus resiste a um sotaque daqueles?

Mas por favor não leiam com o pensamento que essa obra da Elizabeth é parecida de forma íntima com os livros de Jane Austen, enquanto Austen satiriza a sociedade por suas falsas relações, Gaskell mergulha de uma forma perturbadora e real nas fraquezas e os receios mais temidos do ser humano e em como viver uma vida para qual não foi feita podem degradar o ser humano pouco a pouco.

E AH pessoas! A linda e maravilhosa BBC fez uma espetacular adaptação desse livro, apesar que o Sr. Thorton do livro seja mais apaixonante do que o da série, pois esse é mais sério e fechado, mas gente não pode reclamar, não é?


17 dezembro, 2016

Resenha - O primeiro dia do resto da nossa vida

Título: O primeiro dia do resto da nossa vida
Autor: Kate Eberlen
Editora: Arqueiro
Páginas: 432
Ano: 2016 
Gênero: Ficção/ Romance
Sinopse: Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda.
E pode ser que nunca se encontrem... Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado.
Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade... ou será que não?
O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.
Teresa, ou Tess, para os mais íntimos é uma jovem simples do subúrbio da Inglaterra que após umas férias maravilhosas junto com sua amiga de infância Doll, na Itália, ela volta cheia de esperanças para casa, não é para menos já que ela conseguiu entrar em sua universidade dos sonhos e cursar futuramente o curso que tanto desejava.  Mas ao chegar em casa, descobre o retorno do câncer da mãe, em um estágio avançado e que para o transtorno de Tess não há cura. Com uma irmã pequena e um pai ausente, ela vai abrir mão da tão sonhada universidade e encarar as responsabilidades de uma verdadeira adulta nas costas.
Já o Angus, ou Gus, é um jovem que após sofrer uma grande perda, só deseja recomeçar longe da família em outra cidade com novos amigos e sensações, com grande talento para arte ele é um jovem tímido que por pressão do pai é obrigado a cursar medicina, mesmo sabendo que não se encaixa nessa profissão.

" - É engraçado, não é? – pergunta ela – Temos dicionários cheios de palavras incríveis, mas a única frase que os seres humanos inventaram para expressar sua paixão singular e infinita são quatro sílabas pequeninas e inadequadas."
Mas afinal, o que eles têm a ver com o outro? Sabe sobre aquela história de alma gêmea e de encontros inesperados e olhares que se cruzam e paixão instantânea? Esqueça isso, esse livro vai sim tratar sobre almas gêmeas e encontros inesperados, mas não desse jeito que pensamos, a coisa varia muito de perspectiva.
Tess e Gus durante uma féria de verão se encontram brevemente, ambos com 18 anos. E depois disso os dois vão seguir rumos totalmente diferentes. Tess logo após a morte da mãe vai acabar cuidando da sua irmã, Hope, uma garotinha muito peculiar e com um comportamento muito diferente das garotas da mesma idade dela. Entre escolhas e decisões o livro aborda de forma linda o amor que a Tess sente pela Hope e como os erros e acertos vai levando para lugares diferentes na vida, e que amadurecer é a aceitar os desafios que a vida propõe e não tem nada de errado em arriscar em coisas novas e seguir seus sonhos. O Gus também vai passar por grandes transtornos na vida como relacionamentos, traições e como se livrar de um passado que sempre o acompanha.

" É preciso encontrar dentro de si mesmo o necessário para deixar que as pessoas que você ama sejam independentes de você."
Os personagens desse livro são estranhamente muito reais e bate uma frustração imensa, porque meu Deus, diante das escolhas e decisões do destino as vezes eles se distanciavam ainda mais ou quando eles se encontravam em uma fila, mas como desconhecidos, e nessa situação já percebemos que eles realmente se completam. A única coisa a desejar nesse livro foi o final, passamos quatrocentas e poucas páginas esperando o encontro deles e quando acontece é tudo tão rápido e mesmo que eles sejam lindos juntos não dá para apreciar eles dois juntos e você quer continuar a ler para saber como vai ser adiante. EU TENHO TANTAS PERGUNTAS! E nem vou comentar que eu passei aquela situação constrangedora de procurar as páginas do livro ou achar que elas foram rasgadas ou meu exemplar veio com folhas faltando, haja sofrimento.
Esse é um daqueles livros que tem uma mensagem por trás de toda reviravolta, na minha opinião ele quer desconstruir aquela imaginação que temos em ser adultos, ele vai mostrar que quando somos adultos temos que arcar com responsabilidades que as vezes nem pertencem a você ou que apesar de tudo continue a nadar.