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28 maio, 2014

Resenha - Como Viver Eternamente

Título: Como Viver Eternamente
Autora: Sally Nicholls
Editora: Geração Editorial
Páginas: 232
Ano: 2014
Gênero: Sicklit

Sinopse: Meu nome é Sam. Tenho onze anos. Coleciono histórias e fatos fantásticos. Quando você estiver lendo isso, provavelmente já estarei morto. Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.
Gostei bastante do livro e posso dizer que é uma leitura emocionante, envolvente e cativante.
Em Como Viver Eternamente vamos conhecer Sam um garoto de 11 anos que sofre de leucemia. Sam já não vai a escola, ele tem aulas em casa junto com o seu amigo Felix, em uma das aulas, a professora Willis incentiva os garotos a escrever algo sobre eles, Sam resolve começar a escrever e toma gosto pela coisa e começa um livro contando toda a sua vida. Sam queria achar respostas para todas as suas perguntas e a primeira pergunta dele era: Como uma pessoa sabe que está morta? No livro Sam conta como conheceu Felix e suas aventuras pelo hospital a fim de conseguir cigarros para o amigo. Sam gostava de fazer listas e uma delas continha oito coisas que ele queria fazer e no decorrer da história vamos ver como ele conseguiu realizar todas elas.

A história é muito bem desenvolvida, envolvente e faz o leitor entrar no mundo e na vida de Sam. Com uma linguagem simples e direta a leitura fluiu muito rápido, eu literalmente devorei o livro em uma tarde. Sam é um personagem marcante, pois ele não está preocupado com a morte, mas sim em ser eterno em deixar algo especial para as pessoas que estão sempre perto dele, para um menino de 11 anos ele passa certa maturidade na hora de encarar a verdade sobre a sua doença e decidir que não quer mais o tratamento e para mim o momento mais emocionante foi a morte de seu amigo e quando ele vai ver Felix e se surpreende por a morte não ser tão amedrontadora, ele sentiu apenas o silêncio e o vazio. O pai de Sam não encara a doença do filho da mesma maneira que a mãe, ele muitas vezes parece distante e não quer falar sobre o assunto, mas dá para ver que ele não se sente preparado para perder o filho.

A história é narrada pelo Sam, eu gostei muito da escrita da autora e espero poder ler algo mais dela. O livro tem uma diagramação bem elaborada, com gravuras e uma capa que chama bastante a atenção.
A leitura deixou uma mensagem bem marcante de que precisamos não nos preocupar com a morte, mas sim em deixar algo especial para as pessoas que amamos a fim de nos tornarmos eternos.
Ele continuou olhando. E de repente sorriu. Mais do que um sorriso. Era um sorrisão, largo, que tomava o rosto todo. Ele parecia tão feliz que eu comecei a sorrir também, sem querer.Então seus olhos se fecharam e seu corpo relaxou.
Ele estava tão quieto e parado! Parecia exatamente Felix, mas não havia absolutamente qualquer pessoa dentro dele. Ele podia estar em qualquer lugar, mas com certeza não estava ali.