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04 outubro, 2017

Resenha - Inferno

Título: Inferno - Robert Langdon #4
Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Páginas: 448
Ano: 2013
Gênero: Mistério/Ação/Ficção Científica
Sinopse: Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.
No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri.
Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.
Inferno é o quarto livro do autor Dan Brown em que o personagem Robert Langdon é o protagonista, eu sou apaixonada pelos livros do autor, sei que alguns leitores não gostam por ele fazer muitas descrições e é justamente isso que gosto nos livros dele, eu consigo me sentir presente no cenário onde tudo acontece.

A história começa com Robert Langdon acordando em um hospital e não consegue se lembrar de como chegou lá e nem dos últimos acontecimentos, conforme ele vai forçando a memória alguns flashes vão aparecendo e ele se lembra de estar no campus de Harvard, mas percebe que está agora em Florença e não entende como chegou ali. Uma assassina chamada Vayentha vai até o hospital e mata o Dr. Marconi, a doutora Brooks ajuda Robert a fugir e o leva para seu apartamento, a partir desse momento a história começa a ter um ritmo alucinante, é dada a largada para muita ação e muitas reviravoltas, a missão de Robert Langdon é decifrar um poema deixado por um geneticista devoto de Dante, Bertrand Zobrist, que acredita ter encontrado a fórmula para resolver a questão do aumento descontrolado da população.


A descrição dos locais históricos faz o leitor criar a imagem desses lugares na mente e viajar junto com o personagem. A leitura fluiu de forma muito rápida, envolvente, os capítulos são curtos e a cada virada de página eu ficava mais e mais concentrada na leitura e não via a hora de chegar ao final para saber como tudo seria resolvido. Uma trama muito bem elaborada que envolve história, ação, mistério e ciência.

Leitura recomendada!!


22 setembro, 2017

Resenha Premiada - Mundos Paralelos: A Ponte

Título: Mundos Paralelos: A Ponte - Mundos Paralelos #1
Autora: Rosana Ouriques
Editora: Insular
Páginas: 226
Ano: 2017
Gênero: Fantasia/Romance/Literatura Nacional

Sinopse: Obra inspirada nos mitos de diversas culturas e na teoria do Multiverso, os universos paralelos.
Quatro mundos paralelos: o Mundo superior "Terra Pura", morada dos deuses-guardiões dos elementos; o mundo inferior "Terra Sombria", morada dos seres híbridos e antropomórficos, o mundo interior "Terra Sem Males", habitação dos morbitanos e o mundos paralelo "Terra da Ilusão" onde vive nossa personagem principal Angak. Uma história que pode despertar no leitor uma busca pelo sentido da vida. Essa busca é apresentada como um caminho de questionamentos e possibilidades que aquiescem com os conceitos das principais tradições religiosas da antiguidade e por considerações da atualidade. Uma leitura fascinante cheia de aventuras e fantasia.
Mundos Paralelos: A Ponte é o primeiro livro da série Mundos Paralelos. Vamos conhecer Angak, Anah, Nandecy e outros personagens que fazem parte da trama criada.

 Angak é uma jovem muito curiosa, quer sempre saber mais e se interessa pelos mistérios que envolvem os mitos e as lendas, ela está sempre procurando conhecer mais sobre outros mundos. Os avós e pais de Angak colecionavam vários artigos religiosos e quando ela resolvia mexer naqueles artefatos, ela ficava horas no porão. Ela é especial, tem o dom da segunda visão que todos acreditavam que somente os anciãos poderiam ter. As visões que ela tem a deixam confusa, nem sempre ela entende o que elas significam. A irmã de Angak é uma sacerdotisa da terra, ela cultiva todo tipo de plantas e o que mais gosta de fazer é ficar na sua estufa cuidando de todo as espécies. 

Dentro de um mesmo capítulo vamos ver o que está acontecendo no mundo de Angak e também o que se passa nos mundos paralelos, nos mundos inferior e superior. Os seres do mundo superior recebem uma mensagem, nela diz que os seres do mundo inferior estão atravessando a ponte que da acesso ao mundo dos humanos, os filhos de Asha, o guardião do fogo, é que irão atrás dos seres inferiores para impedir que eles encontrem Angak, mas  eles não conseguem impedir que os seres inferiores a encontrem.

Angak passa por momentos tristes, se sente sem força para lutar contra o que a está fazendo se sentir assim, mas com a ajuda de sua irmã Anah e Nandecy, ela começa se recuperar e logo estará pronta para as revelações que estão por vir.
⎼ Minha querida. É bem verdade que lhe fizeram mal, mas cada um de nós possui dentro de si duas naturezas: o bem e também o mal; a fraqueza e também a força. É você quem decide qual natureza estará no comando, quem será o chefe. E não esqueça: o poder pertence àquele que o deseja. Para ser forte é preciso primeiro desejar. Acreditar.
Nandecy conta algumas histórias para Angak, ela fica fascinada e nem imagina que tudo aquilo é verdadeiro, ela conta a história sobre o Deus da Terra que se transformou em mulher e que sua missão é passar um bracelete para uma pessoa muito especial, quem receber esse presente terá o dom dos quatro guardiões e Angak jamais imaginou que era ela quem receberia o bracelete, ela é a chave para algo maior, algo que ela jamais imaginou que faria parte. 
As palavras de Nandecy  lhe soaram aos ouvidos como se tivessem sido ditas a apenas uns poucos segundos: o deus do fogo faz com que a pessoa seja capaz de transformar-se em um animal ou planta, o deus do ar da à pessoa a capacidade de voar, o deus da terra concede o poder de camuflar-se ficando praticamente invisível, e o deus da água faz a pessoa tornar-se translúcida sendo possível ainda vê-la, mas impossível tocá-la ou atingi-la de qualquer forma.
A autora criou uma trama complexa que em alguns momentos eu tive que parar a leitura e organizar as ideias, pois eu me via um pouco perdida em meio aos mundos paralelos, mas isso é algo que acontece sempre comigo com tramas elaboradas dessa maneira. Angak não me conquistou de cara, confesso que achei ela um pouco fraca no início, mas conforme fui conhecendo mais da personagem fui me envolvendo um pouco mais, quem mais chamou a minha atenção foi Nandecy e quando ela revela quem é de verdade fiquei mais fascinada.

A leitura fluiu de uma forma um pouco cansativa às vezes, quando algo interessante acontecia e eu imaginava que a leitura tomaria um ritmo mais fluido, Angak começava a divagar, pensar e a filosofia de todos esses pensamentos fazia quebrar o ritmo da leitura. A editora não teve muito cuidado com a revisão, encontrei vários erros. O tempo em que se passa a história não é descrito, em alguns momentos pensei na era medieval devido algumas características citadas, mas depois me deparava com outras características que me fazia pensar que não era nada do que pensava, isso também me fez ficar um pouco perdida.  A autora me disse que o segundo livro vai ser menos filosófico que esse, com relação aos erros, ela disse que uma revisão foi feita para a segunda edição. O tempo em que se passa a trama vai ser revelado nos próximos livros, gostei que a autora falou comigo sobre esses pontos negativo, isso demonstra que ela está preparada para receber as criticas de forma positiva e fazer o que for possível para que os próximos lançamentos agradem cada vez mais os leitores.

Eu recomendo o livro independente da classificação que tenha dado, e claro que eu quero ler a continuação, pois é incrível a trama que a autora criou, quero saber o que vai acontecer com Angak e os outros personagens.


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15 setembro, 2017

Resenha - Presos que Menstruam

Título: Presos que Menstruam
Autora: Nana Queiroz
Editora: Record
Páginas: 294
Ano: 2015
Gênero: Jornalismo/Literatura Nacional
Sinopse: Carandiru feminino. A brutal vida das mulheres tratadas como homens nas prisões brasileiras.
Grande reportagem sobre o cotidiano das prisões femininas no Brasil, um tabu neste país, Nana Queiroz alcança o que é esperado do futuro do jornalismo: ao ouvir e dar voz às presas (e às famílias delas), desde os episódios que as levaram à cadeia até o cotidiano no cárcere, a autora costura e ilumina o mais completo e ambicioso panorama da vida de uma presidiária brasileira. Um livro obrigatório à compreensão de que não se pode falar da miséria do sistema carcerário brasileiro sem incorporar e discutir sua porção invisível.
Presos que menstruam, trabalho que inaugura mais um campo de investigação não idealizado sobre a feminilidade, é reportagem que cumpre o que promete desde a pancada do título: os nós da sociedade brasileira não deixarão de existir por simples ocultação – senão apenas com enfrentamento.
Já fazia um bom tempo que queria ler esse livro, já que assuntos como esse sempre chamam a minha atenção, quando comecei a leitura senti que estava entrando em mundo completamente diferente do que eu imaginava.

Nana Queiroz faz o leitor conhecer como é o dia a dia de mulheres que estão na cadeia, quais foram os seus crimes, qual a sua pena e como são tratadas enquanto estão ali. Em muitos momentos a leitura fez com que eu respirasse fundo, desse uma pausa antes de continuar e isso não acontecia por causa da escrita da autora, pelo contrario sua escrita é leve, fluida, faz a gente quer ler cada vez mais, deixa o leitor curioso, o que é pesado é o tema tratado e principalmente o que mais me chocou é como essas mulheres eram tratadas.

Sei que muitas pessoas devem ter a seguinte opinião: ah elas cometeram um crime tem mais é que apodrecer na cadeia, não devemos ver elas como vítimas, coitadinhas. Eu confesso que a minha opinião é bem diferente dessa citada, pois conforme vamos lendo e conhecendo as personagens centrais dessa história vamos percebendo que muitas vezes os crimes cometidos são efeito de um mundo no qual elas vivem. Em muitos momentos tentei me colocar no lugar delas para perceber o porquê de elas terem tomado àquelas atitudes.
 
Muitas acabam indo presas porque assumem o trabalho do marido, ou seja, a venda de drogas, o marido é preso e elas precisam de dinheiro e acabam entrando para a vida do trafico. Se coloca no lugar de uma mulher que é agredida praticamente todos os dias, será que você aguentaria isso para o resto da vida ou tentaria desesperadamente dar um fim?
Quando um homem é preso, comumente sua família continua em casa, aguardando seu regresso. Quando uma mulher é presa, a história corriqueira é: ela perde o marido e a casa, os filhos são distribuídos entre familiares e abrigos. Enquanto o homem volta para um mundo que já o espera, ela sai e tem que reconstruir seu mundo.
O tratamento que elas recebem na prisão não é nada digno para se reabilitar uma pessoa, são humilhadas, maltratadas, independente de qual crime tenha cometido, seus direitos mínimos são ignorados.

Eu não estou dizendo que elas são vítimas e tal, só acredito que um tratamento adequado traria resultados mais positivos, elas devem sim pagar por seus crimes, mas de forma digna e que isso ajude elas a voltar para a sociedade de forma reabilitada, muitas dessas mulheres nunca mais terão a chance de um futuro diferente do que era sua vida antes, muitas saem da prisão e voltam para a vida anterior.

Esse é um livro que todos deveriam ler, para ter uma visão real do que acontece nas prisões femininas, uma leitura marcante, chocante e que eu recomendo.
A mãe e o padrasto não reconheciam o esforço como mérito, mas como uma responsabilidade natural dos seres humanos. Essa história de gastar a vida na escola era uma frescura à qual nenhum deles podia se dar ao luxo. Safira internalizou aquela visão de mundo, largou a escola aos 14 anos e se convenceu de que as pessoas batalhadoras, com esforço suficiente, sempre chegariam aonde quisessem. Com ela não seria diferente.
A realidade violentou suas expectativas e sua inocência. Safira acabou procurando exatamente o tipo de homem que reproduzia o lar no qual ela tinha crescido. Na primeira vez em que ele a acertou com tapa na cara, três meses após a mudança, Safira era ainda uma menina.

De repente, como nessas iluminações de santos, se deu conta de que estava reproduzindo os passos da mãe. A rotina violenta e desrespeitosa a que sujeitava seu menino não era melhor do que a mãe lhe havia dado com o padrasto. “Eu vou embora, não quero que meu filho seja criado da mesma forma que eu”, disse para si mesma.

Com Pedro no colo, 18 anos recém-completados, sem emprego, Safira entrou em colapso emocional. Foi acolhida por uma amiga, depois outra, de casa em casa, emprego em emprego. O salário era pouco, o favor dos amigos estava sempre para acabar.

Safira passou a levantar todos os dias às 5 horas da manhã para empacotar as sacolas de compras da classe média. Embrulhava todos os dias coisas que tinha desejo de comer, biscoitos que adoraria levar para o filho. Tentava não pensar muito na água na boca ou no aperto no estômago e lembrar que os batalhadores sempre alcançavam alguma coisa — nem que fosse um pacote de bolachas recheadas.

Quinze dias depois dessa rotina, ela chegou em casa cansada e, com fome, e foi abrir os armários para cozinhar algo. Estavam vazios. As fraldas haviam acabado, o leite também. Ela ia buscar seu bebê em minutos na casa da irmã. Imaginou o choro de fome dele. Ficou nervosa, começou a tremer. Precisava de um copo de água com açúcar.

13 setembro, 2017

Resenha - Nevando em Bali

Título: Nevando em Bali
Autora: Kathryn Bonella
Editora: Geração Editorial
Páginas: 386
Ano: 2016
Gênero: Biografia/Memórias
Sinopse: “Nevando em Bali”, best-seller da escritora australiana Kathryn Bonella, é um livro raro e absorvente, que traz revelações que vão chocar os leitores interessados em jornalismo investigativo e em histórias humanas por trás dos folhetos que prometem paraísos terrestres. Jovens do mundo inteiro, entre eles surfistas sul-americanos como o brasileiro Rafael, enriquecem até o delírio na pequena e linda Bali, cujos moradores são famosos por acolher com gentis e hospitaleiros sorrisos milhões de turistas. No estilo de vida criado por esses novos playboys, o tráfico de cocaína desempenha papel fundamental. E eles poderão acabar na prisão de Kerobokan, verdadeiro inferno, ou fugir. Mas pagarão alto preço pela vida de luxo. Construído à base de relatos verdadeiros, de primeira mão, sobre esses traficantes, o livro lança a pergunta: quem será o próximo a acabar em kerobokan? Um livro indispensável.
Nevando em Bali mostra ao leitor como é feito o comércio ilegal de drogas em ilha paradisíaca. No livro vamos ver como alguns traficantes chegaram a ter fortunas inimagináveis em um momento e em outro se viram completamente sem nada. 

Eu gosto de livros que trazem histórias verdadeiras, um dos casos citados no livro eu lembrava bem de ver na televisão.

A maneira como a autora passa a história é de uma forma incrível que me deu muita vontade de ler outros livros dela, é fácil de se envolver com os personagens, pois eles são bem descritos e o livro traz um conteúdo fantástico. Em muitos momentos eu ficava pensando como uma pessoa tem coragem de fazer o que muitos faziam. Assim que a policia começou a fechar o cerco, alguns faziam coisas inimagináveis para fugir da cadeia e isso acontecia principalmente porque na Indonésia a pena de morte era empregada para traficantes de drogas.


O livro traz depoimentos de alguns personagens, o que passaram dentro da cadeia, o que faziam para diminuir suas penas e conseguir liberdade. O medo que eles sentiam cada vez que um cavalo era pego no aeroporto. Cavalo é como eram chamados os homens que eram pagos para levar a droga e quando um era pego, eles tinham medo que ele dedurasse quem era o traficante para ter uma pena menor.
A autora traz uma história extraordinária que me fez sentir naquele mundo, de repente é como se eu me visse ali num daqueles aeroportos, andando junto com os personagens, fazendo parte daqueles momentos bizarros. Muitos podem pensar que um livro informativo e descritivo como é Nevando em Bali, a leitura é cansativa, mas não é nada disso que acontece a leitura fluiu de forma rápida e envolvente. Terminei o livro e queria mais, muito mais.

Agradeço a Geração Editorial a oportunidade de ler esse livro. 
Leitura recomendada.

11 setembro, 2017

Resenha - O Espetáculo Mais Triste da Terra: O Incêndio do Gran Circo Norte-Americano

Título: O Espetáculo Mais Triste da Terra: O Incêndio do Gran Circo Norte-Americano
Autor: Mauro Ventura
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 320
Ano: 2011
Gênero: Biografia/História
Sinopse: No dia 17 de dezembro de 1961 acontecia, em Niterói, a maior tragédia circense da história e o pior incêndio com vítimas do Brasil. Mais de 3 mil espectadores, a maioria crianças, lotavam a matinê do Gran Circo Norte-Americano, anunciado como o mais famoso da América Latina, quando a trapezista Antonietta Stevanovich deu o alerta de "fogo!". Em menos de dez minutos, as chamas devoraram a lona, justamente no momento em que o principal hospital da região se encontrava fechado por falta de condições. O prefeito da cidade estabeleceu em 503 o número oficial de mortos, mas a contabilidade real nunca será conhecida. Cinquenta anos depois, o jornalista Mauro Ventura reconstitui o episódio em 'O Espetáculo Mais Triste da Terra'. Curto-circuito ou crime? Era a pergunta que todos se faziam. A polícia logo descobriu um suspeito, mas até que ponto ele era o verdadeiro culpado ou o bode expiatório ideal para dar satisfações rápidas à sociedade e encobrir possíveis falhas das autoridades e do dono do circo? Quatro meses depois da renúncia do presidente Jânio Quadros, o país chegava novamente às manchetes internacionais. O papa mandou celebrar uma missa pelas vítimas e enviou um cheque para ajudar no tratamento dos sobreviventes. O impacto da tragédia em Niterói, então capital do estado do Rio de Janeiro, foi tamanho que o assunto permanece encoberto até hoje.
O dia 17 de dezembro de 1961, um domingo, ficou marcado na história devido a tragédia ocorrida no Gran Circo Norte-Americano, a espetáculo estava quase terminando quando o alerta de fogo foi dado e o tumulto se iniciou, a maior parte da plateia era de crianças e isso é que deixou essa tragédia mais triste. Em meio ao pânico as pessoas queriam sair dali depressa, muita se separaram, muitos foram pisoteados, alguns encontraram uma saída de forma um tanto inusitada. As histórias narradas nesse livro são impressionantes e marcantes, como a da menina que perdeu a joia que tinha ganhado da mãe e voltou para dentro do circo para procurar, pois a mãe disse que ela apanharia se perdesse a joia e dali não saiu com vida.

O livro nos mostra o quanto os médicos, enfermeiros e todos os profissionais da área da saúde, se dedicaram a cuidar de todos os feridos, alguns em estado extremamente grave e com mais de 80% do corpo queimado.  Durante a leitura vamos reconhecer alguns nomes que se tornaram pessoas famosas, como o Dr. Ivo Pitanguy e Astolfo.
Entre a garotada que jogou bola naquele campo estavam o futuro maestro Eduardo Lages e o adolescente Astolfo Barroso Pinto. Mas a participação de Astolfo era eventual. Aventurava-se quando se cansava de seu lado feminino. — Para o jogo que eu quero entrar — dizia o jovem que mais tarde viraria a transformista Rogéria.
O autor apresenta os fatos ocorridos de forma não somente informativa, mas investigativa e é isso que faz a leitura se tornar tão importante. Mas o que é mais marcante mesmo são as histórias por traz dessa tragédia, vamos saber como algumas pessoas que deveriam estar no circo, por um detalhe não foram ao espetáculo e acabaram se salvando e outros que nem imaginavam ir, acabaram fazendo parte deste trágico espetáculo. 
No Instituto Médico Legal, o pediatra Israel Figueiredo identificou o corpo de uma menina pela calcinha e, desesperado, avisou um colega, José Hermínio Guasti, chefe do setor médico do Antonio Pedro: — Guasti, esta é a minha filha. Rita de Cássia Figueiredo, de quatro anos, havia sido levada ao circo pela tia e pela babá, de quinze anos, que também morreu. Mas eram tantas as vítimas que Israel não podia se permitir ficar junto à menina morta e logo seguiu para o hospital. Transformara a dor em ação, atendendo um ferido atrás do outro.
As histórias narradas pelos sobreviventes são chocantes e tristes, pois muitos deles perderam toda a família, alguns os médicos nem acreditavam que sobreviveriam. No decorrer da leitura vamos ver que um homem confessou ter colocado fogo por vingança na lona do circo, mas muitos não acreditam que ele seja realmente o autor dessa tragédia, muitos ainda acreditam que foi um acidente, que tudo aconteceu devido à instalação elétrica muito precária.

Eu sei que muitas pessoas não gostam de leituras desse gênero, principalmente quando elas narram uma tragédia tão grande, mas eu recomendo a leitura, pois ela mostra o quanto os seres humanos podem se superar em momentos como esse, vamos conhecer pessoas extraordinárias, com histórias que fazem a gente refletir, como o senhor que ficou conhecido como o Profeta Gentileza, vamos ver como as pessoas se tornam voluntárias e fazem qualquer coisa para ajudar, vamos ver médicos superar a dor da perda e fazer de tudo para salvar vidas.
Lenir Ferreira de Queiroz Siqueira
Apesar de tudo o que passou, ela acha que existem dois caminhos: o da lamentação e o do sorriso. Optou pelo segundo.
— Tenho que falar bobagem para os outros rirem — diz Lenir, que perdeu o marido, Wilson, e os filhos, Regina e Roberto, na tragédia.
Maria José do Nascimento Vasconcelos (Zezé)
Após tomar até seis injeções por dia para combater infecções, a menina da cidade de Rio Bonito que escapou correndo atrás da elefanta Semba carregaria pelo resto da vida o trauma das agulhas, a ponto de não conseguir fazer acupuntura. Nunca fez uma plástica, apesar das cicatrizes. Não teve coragem de operar. Depois de sair do hospital, costumava desmaiar.
Um médico chamou minha mãe e disse: “Olha, sua filha vai ter um problema para toda a vida. Ela passou a sofrer de uma doença chamada epilepsia adquirida”.
A própria professora chamava minha mãe e dizia: “Sua filha desmaiou. Não sei se isso pega. As crianças estão constrangidas, as mães estão fazendo pressão, a senhora tem que entender”. Fomos punidos primeiro pela tragédia, depois pelo preconceito e pelo abandono. Foi cada um por si — diz ela, que superou os problemas e há vinte anos não tem mais desmaios. Mas, como muitos sobreviventes, nunca voltou a um circo.
Luiz Gomes da Silva
Apesar da imobilidade dos dedos da mão esquerda, tornou-se um exímio fotógrafo, por sugestão do cirurgião plástico Jacy Conti Alvarenga. Trabalhou, entre outros lugares, na Secretaria de Educação do recém-criado estado do Rio. Apresentou-se ao jornalista Orivaldo Perin, então assessor de comunicação da secretária Myrthes de Luca Wenzel, autodenominando-se, como de hábito, Luiz Churrasquinho. Constrangido, Perin disse: — Você aqui é Luiz ou Luizinho. E encerrou com a história do apelido. Mais tarde, Luiz foi da assessoria de imprensa de Leonel Brizola nas duas administrações. O governador o considerava um grande fotógrafo. Após perguntar a ele a razão das queimaduras, Brizola passou a só chamá-lo de Pinga-Fogo. Luiz não se importava. O apelido não pegou. O nome Luizinho já estava consolidado.

06 setembro, 2017

Resenha - Cidade das Cinzas

Título: Cidade das Cinzas - Os Instrumentos Mortais #2
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 406
Ano: 2014
Gênero: Fantasia Paranormal/YA
Sinose: No mundo dos Caçadores de Sombras, ninguém está seguro. E agora que Clary descobriu fazer parte do perigoso Submundo, sua vida nunca mais será a mesma. Jace, seu recém-descoberto irmão, está cada vez mais impossível, e não parece medir esforços para enfurecer a todos. E sua atitude de bad boy não ajuda em nada quando, após o roubo do segundo dos Instrumentos Mortais, a Inquisidora aparece no Instituto para interrogá-lo... Agora Jace é suspeito de ajudar o pai, o perverso Valentim, num plano que vai colocar em risco não só Idris ou o Submundo, mas toda a cidade de Nova York. E Clary não pode deixar de se perguntar: será que as ironias de Jace são só uma forma de chamar atenção, ou também pode haver uma traição por trás de tanto mistério?
Resenha - Cidade dos Ossos

Cidade das cinzas é o segundo livro da série Os Instrumentos Mortais, comecei a leitura dele assim que terminei Cidade dos Ossos e estou maravilhada cada vez mais com esse mundo criado pela autora e espero que minha expectativa continue alta até o final da série.

Clare e Jace ainda estão preocupados com o roubo do Cálice Mortal e lutam para entender como os seus sentimentos são tão fortes mesmo com o fato de terem descoberto que são irmãos.

Durante a leitura alguns personagens novos são introduzidos, vamos conhecer os pais de Alec e Izzy, eles criaram Jace como um filho, mas agora o consideram um traidor, acreditam que Jace é um espião a mando de seu pai Valentim e assim a mãe de Izzy e Alec ordena que Jace deixe o instituto. A Inquisidora é chamada, é ela que irá determinar qual será o castigo que Jace receberá, pois acreditam que ele ajudou Valentim a roubar o Cálice Mortal. Mas esse não é o único artefato que Valentim realmente queria, ele quer a Espada da Alma e assim transformá-la em uma arma que poderá usar contra a Clave, para essa transformação ele precisa de sangue de crianças submundanas e é aí que vamos ver Simon e Maia em perigo. Maia é integrante da alcateia de Luke, e ele junto com Magnus irá ajudar Jace e Clare a salvá-los. 

Eu assisti a série antes de começar a leitura dos livros e isso me deixa às vezes um tanto chateada porque estou aguardando ansiosamente para ler mais sobre Alec e Magnus e isso ainda não aconteceu, nesse livro é fato de que um relacionamento entre eles está surgindo, mas tudo tá indo devagar, quero presenciar mais cenas com eles.

Simon está cada vez melhor, ele é um dos meus personagens favoritos e vou confessar que tem uma cena que me deixa triste por vê-lo assim também, ele sempre nutriu um amor pela amiga Clare, está sempre presente quando ela precisa e eu não gostei quando ela resolve se envolver com ele para digamos aplacar os sentimentos que tem por Jace, ela acaba por magoá-lo profundamente, mas acredito que ele se reerguera e que coisas boas o esperam mais para frente.

Conforme a leitura foi fluindo o envolvimento com os personagens foram acontecendo de forma natural, principalmente com aqueles que eu adorei no decorrer da série da TV. O amor que Luke sente por Clare e sua mãe é algo verdadeiro e profundo, é muito legal ver como ele trata a Clare e principalmente como ele se envolve com todos os amigos dela.


Esse livro foi cheio de descobertas, novos personagens muito marcantes, Jace e Clare descobrem que tem algumas habilidades que nenhum caçador de sombras desenvolveu antes. Simon passa por uma mudança muito grande e acredito que ele vai se tornar um personagem ainda mais marcante na trama.

A autora fez com que eu me envolvesse com o mundo criado de tal forma que a escrita dela me faz viajar pelos lugares que ela descreve, os personagens estão crescendo cada vez mais, suas personalidades são fortes e até Valentim já está me convencendo como vilão, eu acho que ele não é tudo que poderia ser, mas dá para perceber que ele não sente afeto nenhum pelos filhos.

Eu realmente espero que o próximo livro seja tão bom quanto os dois anteriores foram, estou sendo surpreendida a cada livro que leio e estou me apaixonando pela escrita da autora.

Série recomendada.

21 agosto, 2017

Resenha - A Prisão do Rei

Título: A Prisão do Rei - Série A Rainha Vermelha #3
Autor: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 552
Ano: 2017
Gênero: Distopia/Fantasia/YA
Sinopse: Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.
Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.

Resenha - Espada de Vidro

A prisão do rei é o terceiro livro da série A rainha vermelha, a primeira metade do livro foi para mim cansativa, a leitura fluiu de forma lenta, mas na segunda parte voltamos ao ritmo de ação, a leitura se torna fluida, excitante com os acontecimentos e conforme fui chegando aos capítulos finais deu para perceber que o início lento tinha um motivo, conhecer melhor os personagens e construir um final de deixar o leitor de coração partido esperando pelo próximo livro.

Mare está sob o domínio do Rei Maven, sem seus poderes ela não pode fazer nada a não ser aceitar a sua situação. Enquanto a Guarda Escarlate faz novos aliados e se esforça para acabar com o seu reino de mentiras.

Maven é movido pelo ódio, pela raiva, pelo medo e pela maneira distorcida do que é amor. Ele é uma vítima e me causa certa piedade, acho que ele até pode dar uma reviravolta no próximo livro, pois sei que ele se tornou o que é por causa da manipulação de Elara, ele não nasceu um monstro ele foi criado por ela.

Maven é incapaz de sentir um amor normal por Mare, o que ele sente é uma obsessão e no decorrer da leitura vamos vendo o quanto a solidão toma conta do personagem, muitas vezes pude perceber que não era só Mare que estava presa, Maven também, tinha a impressão de que ele se sentia mais preso do que ela. Mare conhece bem o Maven e ela tira proveito disso para se manter viva.


O crescimento de Mare nesse livro é palpável, vamos perceber que mesmo ela sofrendo e sentindo muito medo durante um bom tempo isso não faz ela perder a esperança de sair dali viva, encontrar seus companheiros, embora não possa usar o seu poder ela o sente dentro dela e isso mostra o quanto a personagem é forte. Quando Maven libera Sanseon para interrogar Mare ela fica aterrorizada, ele é um murmurador e faz ela reviver todas as suas memórias e o que mais dói é ver a morte do irmão várias e várias vezes.

A personagem Evangeline me surpreendeu, o capítulo narrado por ela é fascinante, podemos conhecer mais sobre essa personagem e quais os planos de sua família, espero ver mais capítulos narrados por ela no próximo livro.

A autora conseguiu fazer com que os leitores que estão gostando da série ficassem com o coração despedaçado esperando o desfecho de tudo que foi criado. Embora em alguns pontos a leitura seja lenta em outros as cenas de ação fazem a leitura fluir de forma alucinante, estou adorando poder acompanhar essa série e recomendo.

10 agosto, 2017

Resenha - Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo

Título: Eu Estou Pensando Em Acabar Com Tudo
Autor: Iain Reid
Editora: Fábrica 231
Páginas: 224
Ano: 2017
Gênero: Suspense/Mistério
Sinopse: No romance de estreia do canadense Iain Reid, Jake conduz o carro em que ele e a namorada, que narra a história, vão à fazenda dos pais do rapaz. Durante a longa viagem por estradas desertas e escuras, a garota, atormentada com a perseguição de um homem misterioso que deixa sempre a mesma mensagem de voz em seu telefone, pensa em encerrar o relacionamento com Jake. Mas talvez seja tarde demais. Reid, que tem dois livros de não ficção elogiados pela crítica e contribui para veículos de prestígio como a revista New Yorker, une, numa narrativa profundamente psicológica, tanto referências de terror clássico, quanto elementos de suspenses menos tradicionais, sustentando a trama para além das limitações inerentes ao gênero. Um thriller denso que esconde, em meio ao medo provocado pela sensação de uma tragédia iminente, alegorias sobre a própria vida ser uma tragédia anunciada.
Esse livro fazia parte da minha TBR para a #MLI2017, no desafio de ler um livro sem saber do que se trata e o titulo chamou muito a minha atenção, mas infelizmente a leitura foi decepcionante para mim, eu fui até o fim, mas não conseguia entender nada do que estava acontecendo, achei tudo muito confuso, embora o final seja realmente aterrador.

Eu fiquei me sentindo o ser mais burro da face da Terra por não ter entendido exatamente do que se tratava o livro, li algumas resenhas em que os leitores amaram a trama e mesmo assim continuei me sentindo um ser de outro mundo, foi então que descobri o site http://afterthingsend.com/ corri lá para ler algumas opiniões, pois eu queria muito entender o que li e foi aí que meu mundo veio a baixo, como a gente diz aqui no Sul ‘me caiu os butiá do bolso’, não vou contar a essência de tudo que está por traz dessa trama criada pelo autor, mas agora que entendi do que se trata eu vou ler novamente esse livro, conforme ia lendo as opiniões eu ia lembrando das passagens do livro e foi impossível segurar o arrepio que tomou conta do meu corpo.

Em Eu estou pensando em acabar com tudo vamos conhecer Jake, ele está em um carro rumo a fazendo onde foi criado, no carro está sua namora, ela vai conhecer os pais de Jake. A namorada é quem narra toda a história e durante a viagem os dois conversam sobre vários assuntos, mas uma chamada insistente no celular dela faz Jake perceber que ela está um tanto agitada com isso. Ela pensa muitas vezes em como vai terminar tudo com ele, mas resolve esperar para ver como a visita aos seus pais terminará.

Ao chegarem a fazenda, ela percebe que algo começa a perturbá-la, Jake muda completamente o seu humor enquanto está interagindo com seus pais, assim ela decide que deve acabar com tudo logo que eles voltarem para casa. O que me deixava mais confusa eram as ações tomadas pelos personagens: eles chegaram a fazenda e foram fazer um tur pelo local, sendo que o clima estava muito frio e tudo muito escuro, na verdade nada se poderia ver durante esse tur, quem em sã consciência em plena tempestade de neve para em uma lanchonete para comer algo doce? E o pior, depois ele pega um caminho completamente diferente a fim de encontrar uma lata de lixo, pois não quer que os copos façam sujeira dentro do carro. Eram essas ações que me deixavam completamente perdida enquanto lia.


Esse livro foi um enigma para mim, mas finalmente depois de entender do que se tratava comecei a perceber o quanto a escrita do autor é brilhante e a trama trata de um assunto extremante importante, que eu não vou revelar aqui. Sei que preciso ler novamente esse livro e mesmo a minha leitura tendo surtido um efeito negativo em mim inicialmente eu desafio todos a lerem esse livro e ver onde irão chegar.

Agradeço a minha curiosidade em me fazer procurar esse livro, foi muito bom me sentir desafiada a entender algo que eu não conseguia enxergar, é gratificante poder ver que uma trama como a criada pelo autor é capaz de deixar você completamente fora de si, e foi assim que eu fiquei depois de entender pelo que o personagem passava. Assim que terminei a leitura dei somente duas estrelas e vou deixar essa classificação na resenha, mas confesso que o livro merece sim cinco estrelas.

09 agosto, 2017

Resenha - Casa das Fúrias

Título: Casa das Fúrias - Casa das Fúrias #1
Autor: Madeleine Roux
Editora: Plataforma 21
Páginas: 352
Ano: 2017
Gênero: Terror/YA
Sinopse: Louisa Ditton não tem para onde ir.
Estamos no século XIX. Sozinha e com medo, Louisa acaba de escapar do terrível internato inglês onde repressão e castigos dolorosos eram a principal lição. Assim, quando encontra uma idosa que lhe oferece emprego em uma hospedagem, Louisa acha que finalmente está segura.
Logo que chega à Casa Coldthistle, entretanto, a jovem nota algo estranho. O misterioso proprietário do lugar – o sr. Morningside – proporciona a seus hóspedes não um simples lugar para dormir, mas o temido descanso eterno. Numa espécie de tribunal sombrio, o sr. Morningside e a criadagem executam sua justiça obscura àqueles que vivem impunes, e Louisa será obrigada a fazer parte desse grupo de impiedosos justiceiros.
Diante disso, a jovem começa a temer pela vida de Lee. Ele não é como os demais hóspedes: carismático e gentil, o rapaz desperta nela o ímpeto de salvá-lo do julgamento iminente. Porém, nessa casa de mentiras e putrefação, como Louisa poderá saber quem carrega a verdade?
Assim que vi esse livro na livraria fiquei louca para comprar e muito ansiosa para ler, conheci a autora através da série Asylum que eu adoro e não podia deixar de ler essa nova série.

Eu adoro os livros da Madeleine Roux justamente por ser um livro de terror, com um toque bem juvenil, mas que faz o leitor se envolver com os personagens enquanto os conhece e nesse livro vamos conhecer personagens muito interessantes.

Casa das Fúrias é o primeiro livro dessa nova série da autora, e nele vamos conhecer Louisa que vive sozinha nas ruas e um dia ela encontra uma mulher, um tanto estranha, essa mulher lhe oferece um emprego, um lugar onde ela terá um quarto para dormir, não precisará se preocupar com o que comer, só precisa fazer o seu serviço na Casa Coldthistle.


Quando ela chega a casa logo começa a perceber que coisas estranhas acontecem ali e aos poucos vai descobrindo que as pessoas que são atraídas a se hospedar naquela casa não saem mais dali, a casa recebe pessoas que cometeram crimes e são atraídas para lá. O dono da casa O Sr. Morningside, assusta muito a Louisa inicialmente, mas conforme ela vai descobrindo o que realmente acontece ali e os dons que os outros possuem eles acabam tendo muitas conversas e o Sr. Morningside consegue mostrar a Louisa o porquê de ela ter ido parar na casa e porque deve continuar ali.

Louisa acaba formando um laço de amizade com Lee Brimble, um dos hóspedes da casa, quando ela percebe que ele está ali para ser vítima da justiça servida naquela casa ela se convence de que precisa fazer de tudo para tirá-lo de dali.

A história criada pela autora é fascinante, cheia de segredos e seres que aguçam a imaginação do leitor. A leitura flui de forma rápida e envolvente, causando no leitor alguns momentos de frio na espinha. Muitos segredos obscuros fazem você ficar cada vez mais grudado a leitura, a maneira como os seres foram sendo revelados e introduzidos na trama me fez não querer parar de ler para saber o que aconteceria no final. Espero que a continuação não demore a chegar, pois quero saber o que vai acontecer com Louisa e o Sr. Morningside, eu aposto que algo vai acontecer entre eles, mas só posso esperar.  

A diagramação foi muito bem elaborada e as imagens são perfeitas para dar aquele toque a mais de horror.

Quem gosta dos gêneros terror e YA não pode deixar essa leitura passar, eu recomendo e tenho certeza que Casa das Fúrias vai conquistar muito os leitores.

07 agosto, 2017

Resenha - Cidade dos Ossos

Título: Cidade dos Ossos - Instrumentos Mortais #1
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 476
Ano: 2010
Gênero: Fantasia Paranormal/YA
Sinopse: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.
Eu comprei os livros e deixei-os um bom tempo na minha estante, agora que resolvi assistir a série produzida pela Netflix e simplesmente amei, eu tive que me organizar para ler os livros e foi assim que resolvi montar o Projeto: Lendo Instrumentos Mortais.

Cidade dos ossos é onde tudo começa, vamos conhecer os personagens que irão protagonizar essa série que pelo que estou vendo tem tudo para entrar para a minha lista de séries favoritas.
A essência da trama em si é a seguinte: os caçadores de sombras combatem demônios e convivem com vampiros, lobisomens, fae e bruxas, enquanto um ex-caçador de sombras está ameaçando destruí-los.

Clary está prestes há completar 16 anos e junto com o seu amigo inseparável, Simon, eles vão à boate Pandemonium, lá ela presencia uma cena nada comum e é nesse momento que fica sabendo que ela não é um ser humano qualquer, existe algo mais no mundo em que ela vive e ela faz parte desse algo mais, é a partir daí que a história começa e se tornar cada vez mais interessante e empolgante.

Clary aos poucos começa a descobrir as mentiras de sua mãe, ela sabe que sua mãe fez algo para bloquear sua memória, mas não entende o porquê, conforme a trama vai se desenrolando ela vai se vendo cada vez mais envolvida com os seres que jamais imaginou existir.


A autora criou um mundo que deixa o leitor completamente envolvido com tudo o que acontece nele. Os personagens são cativantes, com personalidades fortes e marcantes é impossível não se apaixonar e torcer muito por alguns deles. Eu particularmente depois de assistir a série estou apaixonada por Alec e Magnus, é impossível não adorar esses dois, Jace com aquele jeitinho de anjo e toda sua marra é outro que chama a atenção e enfeitiça os leitores, já as personagens femininas da série eu adoro a Isabelle, acho ela fascinante e adorei ver que ela e Clary engataram uma amizade no final do livro.

A trama é cheia de ação e com alguns toques dramáticos é claro para dar um pouco mais de ênfase a leitura, a escrita da autora faz o leitor se deliciar a cada página enquanto vai conhecendo e se envolvendo com os personagens.

Não sei por que, mas o vilão da história não me causou medo, Valentim não me pareceu ser tão ruim a ponto de ser um vilão que parece ser tão temido pelos caçadores de sombras, sim entendo que ele infligiu várias regras, mas não me passou aquela sensação de medo que alguns vilões me causam, espero ver mais maldades do lado dele nos próximos livros, para assim me convencer de que ele é um verdadeiro vilão.

Eu me sinto muito feliz por ter descoberto essa série nesse momento, tudo nela está me agradando, encontrei uma série de fantasia que me fez ficar entusiasmada para ler todos os livros um em sequencia do outro. Recomendo a leitura.

09 julho, 2017

Resenha - Lord of Shadows (Os Artifícios das Trevas #2)

Título: Lord of Shadows (Os Artifícios das Trevas #2)
Autor: Cassandra Clare
Editora: Margaret K. McElderry
Páginas: 720
Ano: 2017
Gênero: Fantasia 
Sinopse: A ensolarada Los Angeles pode ser na verdade um lugar sombrio em “Lord of Shadows”, de Cassandra Clare, sequência do livro campeão de vendas do New York Times e USA TODAY “Dama da meia-noite”. “Lord of Shadows” é uns livros sobre os Caçadores de Sombras.
Emma Carstairs finalmente vingou seus pais. Ela pensou que estaria em paz. Mas ela está tudo, menos calma. Dividida entre seu desejo por seu parabatai Julian e seu desejo de protegê-lo das conseqüências brutais dos relacionamentos entre parabatai, ela começou a namorar seu irmão, Mark. Mas Mark passou os últimos cinco anos preso entre as fadas; Ele pode ser verdadeiramente um caçador de sombras mais uma vez?
E as cortes das fadas não estão quietas. O Rei Unseelie está cansado da paz fria e não cederá mais às demandas dos caçadores de sombras. Pegos entre as exigências das fadas e as leis da Clave, Emma, Julian e Mark devem encontrar uma maneira de se unirem para defender tudo o que consideram mais importante – antes que seja tarde demais.

Resenha - Dama da meia-noite

O fim de Dama da meia-noite deixou muitas perguntas não respondidas que seriam deixadas para o próximo livro Lord of Shadows. Como vimos no livro anterior, Emma achou que com o fim do Guardião as coisas voltariam ao normal, bem quando ela diz normal ela quer dizer sem demônios, ou seguidores do mal matando pessoas inocentes. Mas para a surpresa de Emma, Julian, Mark e Cristina o líder da Caçada Selvagem aparece dizendo que Kieran da Caçada Selvagem está prestes a ser condenado à morte por traição, pelo seu próprio pai e Gwyn o líder da Caçada Selvagem pede para Mark ajudar Kieran a fugir já que eles já foram amantes. Então Mark na calada da noite resolve fugir para salvar seu ex-amado da morte. Sendo que seu irmão mais velho Julian percebe e avisa a Emma e a Cristina que Mark sumiu e vai atrás dele, mas as duas discordam e dizem que vai junto com Julian. Então no meio dos túneis para chegar a terra das fadas eles se encontram para salvar Kieran. E é nesse momento que as coisas começam a complicar para os caçadores de sombras, lá descobrimos os planos de Malcom junto com o Rei Unseliee que odeia todos os tipos de caçadores de sombras e quer formar uma nova guerra e que para isso ele deve ter a posse do livro de magia negra.

"But I could never hate you, hating you would be like hating the idea of good things ever happening in the world. It would be like death. I thought you didn't love me, Emma. But I never hated you." Pág, 554

As coisas não estão tão ruins assim como para Julian e Emma, no final de Dama da meia-noite Emma descobre que o amor entre parabatais não só infringe uma lei, mas também amaldiçoa aqueles que sentem. E é por isso que ela começa a namorar Mark mesmo não sentindo nada por ele. Essa atitude de Emma quebra o coração de Julian e faz eles se afastarem ainda mais. Porém com o resgate de Kieran, os sentimentos de Cristina e Mark, na verdade os sentimentos dos três. Emma decide abrir mão do falso relacionamento entra ela e Mark, e é por isso que ela e Julian nesse livro vive um relacionamento de parabatai.

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Crédito da imagem: Books e Babbles 

Também nesse livro conhecemos mais o Herondale perdido que o seria o Kit, que na verdade é Christopher Herondale um dos últimos Herondales existentes. Vemos que quando ele chega ao instituto ele está totalmente perdido, com a morte do pai e sem saber como seguir em frente com essa nova vida de caçador de sombras o garoto se sente perdido, e a única coisa que vai ajudá-lo vai ser a amizade entre ele, Livvy e Ty. É tão lindo a integração de Kit entre eles, que amizade bonita a Cassandra criou.

"Some loves are strong, like cords. They bind you. The Bible says love is as strong as death. I believe that." Pág.585

Lord of Shadows foi uma das melhores leituras de 2017, foi uma sequência tão esperada e que não me decepcionou em nada. Ela só me deixou arrasada em alguns momentos, mas como o Julian diz “Meu coração é seu, pode quebrar quando quiser hahaha” É exatamente o que a Cassandra Clare faz nesse livro. E todo mundo segura o fôlego agora, o terceiro livro só vai ser publicado em 2019, é você não leu errado. Ô como leitor sofre!

30 junho, 2017

Resenha - Pablo Escobar: Meu Pai

Título: Pablo Escobar: Meu Pai
Autor: Juan Pablo Escobar
Editora: Planeta
Páginas: 480
Ano: 2015
Gênero: Biografia/Memórias
Sinopse: Até a publicação desta obra, acreditávamos que tudo já havia sido dito sobre Pablo Escobar, um
dos piores criminosos da história da América Latina. Mas os muitos relatos disponíveis sobre ele foram contados por alguém de fora, nunca a partir da intimidade do lar. Mais de vinte anos depois da morte do chefe do Cartel de Medellín, Juan Pablo Escobar viaja em direção a um passado que não escolheu a fim de mostrar um lado inédito de seu pai, o homem capaz de chegar aos piores extremos de crueldade, ao mesmo tempo em que professava amor infinito por sua família. Este não é um livro de um filho que busca a redenção para seu pai, mas um relato estremecedor das consequências da violência.


Eu já conhecia um pouco sobre a história de Pablo Escobar, mas fiquei mais instigada a ler algo sobre ele depois de assistir a série Escobar, El Patrón del Mal. Nesse livro escrito pelo seu filho nós temos uma visão de como foi a vida ao lado de Pablo Escobar e o que virou a vida deles depois de sua morte.

Muitas pessoas devem imaginar que como ele conseguiu muito dinheiro com o narcotráfico, sua família ficou numa boa depois da sua morte, mas não é isso que vemos escrito nesse livro, podemos ver que eles sofreram bastante e o que chama muito a minha atenção é a força e a coragem de sua mãe, que sempre se manteve afastada dos negócios de Pablo de repente se vê cara a cara com os chefes do trafico.

Pablo Escobar era conhecido como o rei da cocaína da Colômbia, ficou muito conhecido também por seus atos cruéis.

Essa resenha vai ser um pouco diferente, pois resolvi destacar aqui os tópicos do livro que eu acho mais marcante, para assim vocês conhecerem um pouco da história desse homem que se mostrava extremamente cruel para com seus inimigos, mas um pai amável, que fazia de tudo para agradar os filhos e a esposa.

Paz com os Cartéis
Todos queriam ser ressarcidos pelo que Pablo Escobar causou a eles, dívidas enormes começavam a surgir, a guerra criada por Pablo tirou a vida de muitos e os que ficaram querem ser saldados de alguma forma, os que fugiram por causa das ameaças também querem pagamento.
Sua mãe só quer que sua vida e de seus filhos seja preservada, ela enfrentou uma reunião com os chefes do narcotráfico para negociar a paz, mas todos querem de volta o que foi perdido com a guerra e claro que em cifras $.
Eles alegam que pode haver paz, mas só se as mulheres ficarem vivas, Juan tem que morrer, pois na visão deles ele pode daqui a um tempo resolver guerrear contra os inimigos do pai. Claro que é uma preocupação real, pois é natural o filho dar seguimento ao que o pai criou, mas nesse caso tudo que Juan quer é se manter bem afastado de tudo isso.
Todos os bens de Pablo Escobar foram dados em pagamento de dívidas, eles não tinham nada mais a não ser os três prédios que Pablo colocou no nome de Juan e Manuela.

Ambição desmedida
As brigas pelos bens foi muito longa, nem todos estavam contentes com o que tinham direito, queriam sempre mais.
Muitos dos bens estavam amarrados a justiça, assim como os três prédios que ele colocou no nome dos filhos, mas Juan estava a espera de reavê-los um dia.
A família estava cada vez mais afastada dos parentes de seu pai, os Escobar Gaviria demonstravam uma sede por mais e mais, sua avó fez um testamento, mas Pablo e seus filhos não foram citados nele, seu avô Abel deixou a parte que se referia a Pablo, assim os netos tem direito a receber, mas seus tios acham que eles não devem ter direito.

As origens de meu pai
Pablo e seu primo Gustavo desde muito novos começaram a cometer pequenos delitos. Pablo se incomodava muito com a falta de dinheiro e queria conseguir de maneira rápida e fácil, logo acabou indo preso e foi quando conheceu ‘O Padrinho’ o homem que lhe apresentou algo maior e logo Pablo foi apresentado a cocaína e percebeu que esse era o caminho para ganhar muito dinheiro. Ele cumpriu sua promessa de ter 1 milhão de pesos antes dos 30 anos.
Foi preso novamente por tráfico de drogas e dessa vez sua prisão ficou marcada na ficha criminal e sua foto apareceu em um grande jornal chamado ‘El Espectador’ que revelou sua identidade, a partir daí ele ficou conhecido como um criminoso.

Nápoles: sonhos e pesadelos
Em Nápoles, Escobar realizou o sonho de construir um Zoo, ele tinha muitas espécies e quando considerou que o Zoo estava pronto, ele abriu a fazenda para visitação e não cobrava nada.
Ali naquele paraíso Juan teve muitos momentos de muita diversão, mas ali também se tornaria o centro dos trabalhos de seu pai.
Quando algo errado acontecia aquele era o lugar aonde a polícia ia para tentar encontrar provas contra Pablo Escobar.

Excentricidades
Os gastos eram exorbitantes, Pablo não economizava na hora de decorar suas casas e apartamentos, tudo que sua esposa pedisse ele fazia, ela vivia como uma rainha, tinha cabelereiro e maquiador particular, gastava muito com arte e artefatos para casa. Pablo gostava de colecionar carros, motos, jet-skis, recebia todos que conhecia com festas milionárias, onde muitas vezes não só rifava presentes como presenteava os convidados com dinheiro.


Papai Narco
Pablo Escobar criou várias rotas para poder distribuir a cocaína nos EUA, logo que ele começou não existiam aparatos para a fiscalização de envio de drogas, ele fez muito dinheiro, ele era esperto, bolava maneiras diferentes de colocar seu produto no mercado. A cocaína não era enviada somente para os EUA, mas também para o México.


Preferimos um túmulo na Colômbia
A luta para não serem extraditados é ferrenha, após assassinar Rodrigo Lara Bonilla eles todos vão se esconder no Panamá onde Tata da à luz Manuela, dias depois a menina seria separada da mãe, pois eles precisavamm fugir, assim ela foi para Medellín com uma babá e uma enfermeira, Victoria e Juan ficaram um tempo com Pablo. Juan começa se sentir entediado por não ter o que fazer e convence seu pai a deixa-lo ir para a Colômbia, mas sua mãe só voltou depois de três meses.
Desde criança Juan teve que conviver com as fugas, os esconderijos, não tinha amigos e muitas vezes deixava para trás as motos que tanto gostava e outros brinquedos porque tinham sair do local com pressa.

Barbárie
O amor por sua família fez Pablo cometer atos bárbaros, sua família sofreu atentado a bomba e isso tudo por causa de seus inimigos. Ele não admitia que ninguém atravessasse o seu caminho, cometeu os piores atos para não ser extraditado, fez muitos inimigos. A guerra com o Cartel de Cali fez com que sua esposa e filhos sofressem e ele vivia na clandestinidade, pois passou a usar de artimanhas cada vez mais violentas.

Histórias de La Catedral
Pablo Escobar aceitou se entregar a justiça e foi para uma prisão que parecia mais uma de suas fazendas, na prisão o maior problema era o frio, de resto ele tinha tudo que precisava e estava com seus homens por perto.

Conforme a leitura vai evoluindo podemos perceber o quanto Juan é humilde, ele sente a dor das vítimas e em alguns momentos percebe-se que ele se sente um tanto culpado, mas sabe que a culpa não é dele e que ele não pode pagar pelos erros do pai. É emocionante ver a foto dele junto com os filhos de Luis Carlos Galán e Rodrigo Lara, ambos vítimas de seu pai, é reconfortante ver que a paz pode existir.

Esse livro deveria ser lido por todos, por ser uma lição do que não se deve seguir, é uma maneira de conhecer de perto o quanto os atos cruéis cometidos por Escobar fizeram não somente a sua família sofrer, trouxe sofrimento para muitas outras.
Leitura recomendada!!

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25 junho, 2017

Resenha - Dama da meia-noite ( Os Artifícios das Trevas #1)

Título: Dama da meia-noite (Os Artifícios das Trevas #1) 
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 576
Ano: 2016
Gênero: Fantasia

Sinopse: Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada.O parabatai é o seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro mas eles nunca podem se apaixonar.Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?A magia e aventura das Crônicas dos Caçadres de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data.

Dama da meia-noite é o primeiro livro da Trilogia Artifícios das Trevas. O livro começa 5 anos depois da Guerra Maligna, que foi uma revolta de um Caçador de Sombras, Sebastian Mongerstain, contra seu próprio povo, ele estava aliado com o povo das fadas. Passados 5 anos a vida de Emma Carstais continua a mesma, vivendo no Instituto de Los Angeles com a família Blackthorn, e querendo vingar a morte de seus pais.

O único problema é que a Clave já achou um culpado pela morte dos pais de Emma, que é o Sebastian, mas ela não acredita que isso seja verdade. E eis que existe uma grande oportunidade para provar as dúvidas de Emma, várias mortes começam a acontecer e do mesmo jeito, com os mesmos símbolos e sempre jogados no mar, exatamente como os pais dela. Mas quem disse que as coisas ficariam mais fáceis? Emma acaba descobrindo que os corpos não são só de mundanos* mas também do povo das fadas, e os caçadores de sombras não podem se envolver em nada relacionado com as fadas por causa de uma lei, Paz Fria, que foi logo proclamada após os eventos da Guerra Maligna. Sendo que o Povo das Fadas sempre acha um jeito de manipular quem quer que seja e descobre o que faria Emma quebrar as leis e ela só faria isso por uma pessoa e ela é o Julian, seu parabatai*, agora é que as coisas ficam complicadas não só para os leitores, mas também para Emma e Julian.
"Por que todos esses quadros com você? Porque sou um artista, Emma. Essas pinturas são o meu coração. E, se meu coração fosse uma tela, cada centímetro retraria você." 
Sabe aquele casal que você só de vê-los shippa até o infinito? É assim com a Emma e o Julian, principalmente quando a Emma começa a questionar seus sentimentos pelo Julian, pois as coisas sempre foram normais para eles como amigos, cresceram juntos, passaram pelos piores pesadelos juntos, não é à toa que são parabatai. Mas de acordo com as leis da Clave é proibido se apaixonar pelo parabatai, na verdade é proibido o sentimento Eros entre eles, só é permitido o sentimento de Philia ou Ágape. Mas quais seriam as consequências de ultrapassarem os limites?


Julian Blackthorn é tudo que um irmão ia querer em outro, responsável, carinhoso, protetor. Por isso que ele ficou praticamente com a guarda dos quatro irmãos mais novos, ele é tudo para aquelas crianças e quando ele não está treinando, cuidando das crianças ou pintando, pode apostar que ele está preocupado com a vida dos dois meio irmãos mais velhos Helen e Mark Blackthorn que são metade fada por conta de um envolvimento que o pai teve com uma princesa do reino das fadas e é por isso que eles estão longe, desde a Paz Fria os irmãos foram praticamente banidos por terem sangue de fada. Mais o pior dos dois irmãos é o Mark que foi levado pela Caçada Selvagem. Então o povo das fadas atinge Julian com uma das coisas que ele mais quer que é ter o irmão de volta em troca de quebrar a lei e investigar os assassinatos das fadas.

Todo livro da Cassie tem uma forma de narrativa gradativa, as coisas vão evoluindo e criando conexões e nesse livro não é diferente, na verdade as coisas viram uma bola de neve, e é tão bom ler que você não quer parar. Como sempre a CASSANDRA ARRASOU!

*Mundanos: É a forma que os Caçadores de Sombra chama os humanos.
*Parabatai: É um par de guerreiros Nephilim que lutam juntos como parceiros ao longo da vida, unidos por juramento, independentemente do seu sexo.


{+ Bônus}

Têm umas fanarts tão lindas dos personagens que eu decidi por elas :)




   

22 junho, 2017

Resenha - Lealdade Mortal

Título: Lealdade Mortal - Série Mortal #9
Autor: Nora Roberts escrevendo como J. D. Robb
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 428
Ano: 2008
Gênero: Romance policial/Suspense
Sinopse: A tenente Eve Dallas está pronta para enfrentar o seu mais talentoso inimigo: um “admirador secreto” que a provoca com cartas anônimas e promove uma destruição em massa sem misericórdia. Em Lealdade mortal, o mal parece estar mais forte e mais próximo do que nunca. Será que Eve conseguirá fazer com que o bem seja mantido, e a ordem, restaurada?
Um desconhecido grupo terrorista usa poderosas bombas para tentar colocar Nova York sob o domínio do medo. Envia mensagens terríveis à tenente Eve Dallas, nas quais promete derramar sangue, espalhar o terror e produzir uma destruição em massa para acabar com o “governo corrupto”. E, quando a cruel teia de mentiras e terrorismo ameaça as pessoas que Eve mais ama, ela reage com garra e determinação. É a sua cidade, o seu trabalho, e os alvos estão cada vez mais perto dela. Agora, numa eletrizante corrida contra o relógio, ela precisa fazer com que todas das peças se encaixem… antes que a cidade seja destruída.
Em Lealdade mortal, a destemida tenente enfrenta um grupo radical que planeja transformar Nova York num cenário de horror. Os mistérios e as emoções não cessam.
Resenhas

Fazia um bom tempo que não lia os livros dessa série e olha que eu sou apaixonada pelos personagens, mas sempre acabo começando a leitura de outros e vou deixando essa série para depois, mas agora estou me organizando para ler um livro da série por mês.

Lealdade Mortal é o nono volume dessa série gigantesca, inicialmente Eve começa a investigar um caso de assassinato, uma mulher que acredita ter sido vítima de traição acaba por matar seu parceiro, J. C. Branson. Durante a investigação desse assassinato Eve começa a receber cartas de uma organização terrorista que se intitula ‘Cassandra’, eles estão explodindo os símbolos da elite e muitos desses símbolos pertencem a Roarke. Eles explodem um dos edifícios vazios de Roarke como demonstração. Então eles deram a Eve tempo suficiente para descobrir o próximo alvo com base na informação que eles forneceram e a equipe de Eve conseguiu desativar as bombas na Radio City. Mas quando o alvo foi o hotel Plaza, não havia nada que pudessem fazer, pois não podiam descobrir o alvo. Agora é uma corrida contra o relógio para descobrir qual é o próximo alvo e como impedir que ele fosse destruído.

Roarke está cada vez mais se envolvendo no trabalho de Eve e isso às vezes me incomoda, pois ele poderia esperar ela pedir a ajuda dele, mas ele simplesmente vai lá realiza pesquisas e tudo mais sem nem ser solicitado, o que acho incrível nesse casal é que ele está sempre pronto para fazer qualquer coisa por ela, a preocupação que ele demonstra quando ela está ferida ou correndo risco de vida é algo fofo demais.

Um casal novo roubou a cena nesse livro, Peabody e McNab finalmente resolveram dar uma chance ao que sentem, era visível que aquela implicância toda entre eles era algo muito mais complexo, a tensão sexual entre eles era algo inimaginável e adorei ver eles juntos.

Nesse livro vamos conhecer o irmão mais novo de Peabody, Zeke, ele é muito meigo e ao mesmo tempo bastante ingênuo, foi até lá para fazer um trabalho na casa de Clarissa e B. D. Branson (irmão de J. C.), mas acabou entrando numa grande enrascada por acreditar que Clarissa é uma mulher que sofre nas mãos do marido e que está apaixonada por ele.

O que mais me chama a atenção nessa série é que a autora consegue criar situações bem diferentes das já enfrentadas pela equipe de Eve, é nesse livro que vamos ver o casal Eve e Roarke ter sua primeira briga, mas algo fácil de contornar. Como já é de se esperar, os capítulos finais são de pura adrenalina e vou confessar que dessa vez eu não imaginava quem era o verdadeiro vilão e me surpreendi com a trama e as reviravoltas.

Assim que terminei essa leitura comecei a ler o próximo volume, estou ansiosa para saber mais do novo casal Peabody e McNab.

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