Autora: Harper Lee
Editora: José Olympio
Páginas: 349
Ano: 2015
Gênero: Romance

Sinopse:Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.
Fazia algum tempo que eu não lia um livro que despertasse tantas emoções que beiravam a angustia, injustiça e vontade de ser alguém melhor nessa sociedade que se mostra tão receptiva a preconceitos e julgamentos sem cabimentos, só por fatos históricos que elas até mesmo desconhecem. Não é à toa que o sol é para todos é um dos livros que todos deveriam ler antes de morrer. O cunho desse livro demonstra de forma realista as injustiças voltadas para os negros na década de 30 e como a população do sul dos Estados Unidos pensavam a respeito dos negros. Ele foi considerado por Obama o melhor livro que fala sobre o racismo nos tempos atuais.
A história é contada por Jean Louise Finch, conhecida como Scout, uma garota filha do advogado Atticus Finch um homem de família tradicional com uma vida tradicional, ele vive com seus dois filhos no estado de Maycomb na província sul dos Estados Unidos. A narrativa começa enfatizado as brincadeiras de Scout com seu irmão Jem e como ela conheceu seu melhor amigo Dill. Eles se juntam e tentam a todo custo fazer com que o vizinho recluso saia de casa. A história toda passa a inocência da menina que narra o livro, os questionamentos pelo fato de um homem adulto não querer viver em sociedade, e até mesmo as dúvidas que ela sente nisso. A autora tentou construir uma narrativa para que um adulto quando fosse ler seja transportado para o passado na época em que questionava tudo e não via o porquê de julgar as pessoas ou ter preconceito. Essa constitui a primeira parte do livro.
Já na segunda, tudo muda na história quando o pai da Scout defende um caso de um homem negro condenado por ter abusado de uma jovem branca. E nesse ponto que o livro demostra a relação entre os negros e os brancos no começo dos anos 90. Ele mostra que não importa se um negro é trabalhador, respeitador e que vive conforme as leis ele nunca vai se comparar a um branco mesmo que esse seja bêbado e de caráter imoral. E a sociedade que afirmava ser caridosa, em questão de segundos virava a cara para aqueles que tanto as serviam.
– Eu também achava isso – ele, disse, por fim –, quando tinha a sua idade. Se só existe um tipo de gente, por que as pessoas não se entendem? Se são todos iguais, por que se esforçam para desprezar uns aos outros? Scout, acho que estou começando a entender por que Boo Radley ficou trancado em casa todo esse tempo... é porque ele quer ficar lá dentro. (Pág. 283)
O retrato que a autora tenta passar nesse livro é o seguinte, as pessoas só veem o que querem ver ou aquilo no que acredita, mesmo sabendo que aquilo não é o certo, mas só pelo fato de alguém o achar.
Eu nunca tinha lido um livro que me fizesse questionar tudo o que fiz durante toda minha vida, só pelo relato de uma criança de 8 anos.
Por favor leiam esse livro, vocês não vão se arrepender!

