Autor: Tony Ferraz
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 240
Ano: 2014
Gênero: Suspense policial

Sinopse: Em dias de tempestade, um assassino que mata através de armadilhas extremamente elaboradas, um artista da morte, vem enganando a polícia londrina numa série de crimes únicos. A cada assassinato, o maníaco pinta um quadro de uma de suas vítimas. Deixando propositalmente pistas esotéricas que informam seu paradeiro, ele obriga o policial responsável pelo caso a procurar um monge, mestre em uma corrente esotérica oriental para tentar decifrá-las. Isso o leva a conhecer coisas, não só sobre o assassino, mas sobre si mesmo.
Eu adoro suspense tanto em livros como em filmes, mas esse livro não me pegou de jeito, ele não conseguiu fazer eu me empolgar, não senti nada durante a leitura, senti falta daquele frio na barriga que os suspenses costumam me proporcionar, mas a leitura foi muito válida para conhecer a escrita do autor.
Haryel é detetive e está investigando dois assassinatos parecidos e que ocorreram durante a garoa que cai em Londres. O assassino mata usando armadilhas, a primeira vítima foi morta com flechas envenenadas, ele quer que suas vítimas sofram, a segunda morre em uma armadilha com óleo diesel e um lança chamas e foi encontrado veneno em seu organismo, o que indica que o assassino faz de tudo para que a vítima realmente venha a óbito. Outra vítima é encontrada eletrocutada e no seu corpo havia caracteres marcados. Uma das vítimas usava um colar que Haryel e Paul viram na cena do crime, mas ele não estava na lista dos objetos encontrados e eles não entendem como ele foi sumir, Haryel fez um desenho e o médico legista indicou um ex-monge budista que entende de joias, talvez ele pudesse ajudar. Haryel e Paul precisavam encontrar a ligação entre as vítimas e Paul ficou trabalhando nisso, ele não só descobriu a ligação entre elas, como também descobriu quais seriam as próximas vitimas. Haryel descobre que a última pessoa que seria a vítima já foi dada como morta há muitos anos atrás, ela estava em um avião com seus pais e esse caiu na China, o garoto que na época tinha poucos anos foi dado como morto, mas pelo que tudo indica ele sobreviveu ao acidente e foi treinado pelo monge. Quando Haryel fica sabendo de tudo isso ele então entende que na verdade a última vitima não é uma vítima e sim quem está cometendo os assassinatos.
Era dez da noite quando ele voltou para casa e se deitou no sofá observando a enorme janela, só aí a tempestade começou a cair realmente na cidade. Ele chorou a noite toda, chorou como nunca havia chorado antes, ouvindo o barulho ensurdecedor das gotas. As lágrimas lavavam seu rosto tão intensamente quanto a chuva, que regava o asfalto e escorria em grande quantidade pelos vidros. Ele pensou em Paul a madrugada inteira.O autor criou uma trama bem elaborada e diferente com um toque sobrenatural, mas durante a leitura eu senti falta de algo mais, não consegui me envolver muito, os personagens são bem definidos, mas não conseguiram me cativar. A leitura em alguns momentos foi pesada, cansativa, não evoluía muito.
O assassino estuda as vítimas, ele é frio não tem piedade nenhuma e não demonstra arrependimento. Ele está pintando um quadro com anjos, mas a face dos anjos é a face de suas vítimas e isso é realmente assustador.
Os diálogos entre Haryel e o monge não são muito bons, quase sempre Haryel diz que não consegue entender a linguagem utilizada pelo monge. Haryel é um personagem que mostra determinação, que mesmo sabendo que sua vida está em risco ele faz de tudo para chegar até o assassino.
A capa é perfeita, o livro traz algumas imagens.
É muito difícil eu não gostar de um livro de suspense, acredito que ler o livro depois de uma ressaca literária fez com que eu não o entendesse como deveria, esse vai estar na minha lista de releitura, pois acredito que tenha lido no momento errado, pois livros de suspense são sempre ótimos e por isso eu indico a leitura para todos que gostam desse gênero literário.


