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22 setembro, 2015

Resenha - Festim das 12 Cadeiras

Título: Festim das 12 Cadeiras
Autor: Elvis Delbagno
Editora:Schoba
Páginas: 164
Ano: 2015
Gênero: Sátira

Sinopse: Ao comprar um conjunto de 12 cadeiras russas para o jantar anual, um casal homossexual descobre um tesouro embaixo do estofado de uma delas. Com as contas bancárias transbordando, os milionários resolvem manter o tesouro na cadeira e doá-lo ao primeiro convidado que se sentar nela. No entanto, eles percebem que isso será um problema quando um dos convidados não comparece ao jantar.
Estruturando-se nas comédias de costumes, nos deparamos com uma crítica social de um humor ácido extravasante dos diálogos preconceituosos dos personagens mais bizarros que poderiam surgir numa sociedade cheia de interesses.
Narrado de forma corrida como um roteiro cinematográfico e com diversas referências à cultura popular, o autor traça uma paródia ao clássico conto russo 12 cadeiras, de Ilf and Petrov, e ao filme Festim Diabólico, de Alfred Hitchcock.
Laerte é milionário, bonito, um homem que chama a atenção das mulheres, mas é gay. Vive em uma mansão na zona leste de São Paulo junto com o seu companheiro Carlão. Eles estão oferecendo um jantar para 12 convidados, para esse jantar Laerte comprou 12 cadeiras novas que vieram diretamente da Rússia, cadeiras no estilo rococó. Ao sentar em uma das cadeiras Laerte percebe algo estranho no acento e os dois deduzem que ali há um tesouro escondido. Eles descobrem o tesouro e resolvem coloca-lo de volta na cadeira, assim quem chegar e sentar na cadeira premiada ganha o tesouro.
Laerte não gosta muito da convidada Dolores, ele faz de tudo para se mostrar importante para ela e torce para que ela não descubra o tesouro.

A confusão toda começa quando eles descobrem que um dos convidados não poderá estar presente, eles precisam convidar outra pessoa de última hora para que os 12 lugares sejam ocupados.
Conforme a história vai se desenvolvendo o leitor vai conhecendo os personagens e algumas histórias relacionadas a eles, imprevistos irão surgir e eles precisarão contorna-los, alguns imprevistos são hilários e conseguem arrancar algumas risadas do leitor. Os convidados são bem diferentes, dá para perceber  que não são todos ricos como Laerte e Carlão, cada um tem sua particularidade e quando se juntam tudo pode acontecer.


Os pensamentos  impróprios de Laerte quando vê que o anão que está entregando suas cadeiras é bem dotado, deixam até o leitor ruborizado rsrsrs.
Os personagens Laerte e Carlão não tem uma personalidade forte que faça o leitor se ver envolvido por eles, eles não chamaram a minha atenção, os achei um tanto superficiais demais.
A leitura não me envolveu muito, eu imaginei que o livro seria mais um suspense, mas acabou se tornando uma leitura de um humor ácido que em alguns momentos eu me perguntava se foi aquilo mesmo que eu li. No início da leitura fiquei achando a linguagem usada um tanto esquisita e principalmente porque o autor usa umas palavras que fazem a leitura se tornar bem trash, em alguns momentos eu tentava imaginar as cenas em preto e branco e somente alguns detalhes com cor. O autor faz várias ligações entre algumas histórias e filmes, a história toda acaba se torando uma paródia que em muitos momentos é impossível não rir das situações.

Embora a leitura não tenha sido tão envolvente e diferente de tudo o que eu imaginava, gostei de ter tido a oportunidade de conhecer um pouco da escrita do autor, e deu para dar boas risadas com as situações criadas.