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25 fevereiro, 2016

Resenha - Eu Estive Aqui

Título: Eu estive aqui
Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Ano: 2015
Gênero:

Sinopse: Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo...
Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?
A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.
Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Cody recebe um e-mail de sua amiga Meg onde ela diz ter terminado com sua vida. Ela não entende porque Meg fez isso, porque nunca falou nada para ela, Meg se suicidou em um motel utilizando um veneno raro. Depois da morte de Meg, seus pais pedem a Cody para ela ir até Tacoma trazer os pertences de Meg, Cody aceita e vai até lá. Em Tacoma Cody conhece outros alunos da universidade que moravam com Meg.

Cody e Meg eram amigas desde pequenas, mas logo no início da leitura percebi que Cody não conhecia tão bem a sua amiga, tudo indica que Meg não contava tudo para Cody. Quando está em Tacoma organizando tudo para voltar, Cody conhece Ben, ela acredita que ele pode ter algo a ver com o que Meg fez, Ben é um músico metido a galanteador, Cody fica com ódio dele principalmente depois de pegar o computador de Meg e ler alguns e-mails. O relacionamento entre Ben e Cody vai mudar, ela vai perceber que ele não tem nada a ver com a morte de Meg, ele até vai ajudar a encontrar algumas respostas e um evento romântico irá acontecer entre eles.

Quando Cody devolve os pertences de Meg para os seus pais, eles decidem que ela deve ficar com o computador que era de Meg. Cody resolve descobrir o que tem no arquivo que Meg havia tentado excluir, como ela não sabe o que fazer para ler o arquivo, ela entra em contato com Harry, um dos moradores da casa onde Meg morava e que manja tudo de computação. O arquivo em questão traz praticamente um manual de como cometer um suicídio. Cody descobre também que a amiga estava frequentando um site em que as pessoas conversam sobre o assunto e até incentivam a procura pela 'liberdade' (é como os integrantes desse site chamam o suicídio), ela fica extremamente chateada ao saber que Meg nunca a procurou, nunca tentou falar com ela sobre o que estava acontecendo, isso faz Cody se sentir culpada, ela acredita que se soubesse de algo poderia ter salvado a amiga.


Conforme a leitura vai fluindo, os segredos que Cody não sabia sobre Meg vão se revelando, ela acredita que poderia ter salvado Meg, mas logo Cody  vai se convencer de que não tinha como fazer a amiga desistir de tudo.

As mensagens contidas no livro são bem fortes e convincentes, se um leitor tem uma tendência suicida é bem capaz de sair a procura por sua liberdade. Eu definitivamente não me sinto a vontade com temáticas assim, a leitura não me envolveu, toda vez que eu pegava o livro lia um capítulo e tinha que largar, o sono batia, sentia como se a leitura se arrastasse não conseguia ficar muito tempo com o livro.

Gente, grupos de incentivo ao suicídio, isso é bárbaro, mas existe, já vi algo no facebook uma vez que me deixou abalada, uma imagem mostrava passo a passo como fazer um nó numa corda para se enforcar, parece brincadeira, mas isso é real.

Eu não consegui sentir simpatia pelos personagens, não me envolvi com a leitura, em muitos momentos percebia que estava lendo, mas sem prestar atenção nos acontecimentos. Logo que eu li a sinopse achei a trama bastante interessante, mas a história em si se revelou  desinteressante e chata. Cheguei a conclusão que aquela amizade que foi apresentada no início do livro, não era uma amizade tão real assim, pelo menos no meu pensar ter uma melhor amiga é para estar presente, para se abrir, chorar e contar tudo o que sente.  O tal romance entre Ben e Cody, nossa achei isso muito sem noção, sem química, ah sem comentários.

Eu gosto dessa capa, a diagramação é simples e a fonte é de tamanho médio.
Independente da leitura não ter me agradado, eu recomendo o livro, assim como outros leitores adoraram a leitura você poderá também gostar. É incrível como podemos ver a diversidade de opiniões com relação a um determinado livro, cada leitor sentiu algo diferente com a leitura, então leiam e tirem suas próprias conclusões.