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11 agosto, 2015

Novo lançamento de Maurício Gomyde, pela Editora Intrínseca


Falta exatamente um mês para o lançamento do meu novo livro. Minha sexta história e a primeira pela Intrínseca.

A todos que nos últimos tempos me mandaram e-mails, mensagens de celular ou em redes sociais (e até publicaram ameaças em meus murais, caso eu não revelasse logo o nome do livro), finalmente chegou a hora:

Surpreendente!

Foi difícil segurar, confesso (temia as ameaças, é verdade… rs). Ô vontade que deu de contar! Quando a gente termina uma história, fica doido para divulgar, soltar spoilers e tudo mais. Sorte que a prudência sempre recomenda que vozes profissionais sejam ouvidas. Assim, minha editora me dizia: “Calma, sua hora vai chegar…”

Enfim, mais uma etapa superada. Com o coração na mão, já posso gritar:

Surpreendente!

Adianto que a história está muito bacana, ainda que minha opinião seja totalmente parcial. Claro que gosto dela! Foram dias e mais dias e mais dias de dedicação, sangue, suor, lágrimas e exagero. As magníficas Livia (minha editora) e Kathia (preparadora de textos) foram essenciais para dar o acabamento final e deixar a história no tom que imaginei. Sou eternamente grato a elas.

Surpreendente!

A quem já conhece minhas histórias anteriores, podem esperar a mesma dose de emoção e paixão. A quem não conhece, pensei em contar um pouco sobre mim, o que faço e de onde vim. Afinal, nada melhor do que me apresentar e, de repente, também conhecer alguns dos tantos fãs da editora. Espero que se tornem meus novos amigos.

Nasci em São Paulo e moro em Brasília. Além de escritor, sou músico. Toco bateria em uma banda de rock desde que me entendo por gente. O sonho da minha vida era ter um micro-ônibus todo pintado, envenenado até a alma, e com ele minha banda viajaria pelo país fazendo shows e loucuras.  Sabe aquele negócio meio Magical Mystery Tour, meio Sinfonia Itinerante (sem a gripe da Geórgia, claro)? Pois é. Bom, com o tempo a música passou a correr mais devagar nas minhas veias. Tornei-me compositor de um trabalho só (chamado “Nove Canções”, prometo divulgar um dia), hoje faço show uma vez por mês e está tudo certo.

Ainda que eu preencha o campo “profissão” de todas as fichas cadastrais de lojas e hotéis com a palavra “escritor”, sou também auditor de controle externo. Mas essa informação fica apenas para registro. Assim como outras menos importantes, que ajudam a pintar o quadro: jogo tênis, torço pro São Paulo, sou geminiano e meu prato predileto é arroz, feijão, carne moída, ovo e banana, tudo junto. Minhas bandas favoritas são Legião Urbana, U2, Foo Fighters, Green Day e Skank.

Publiquei cinco livros. Quatro deles de forma independente, que foram: O Mundo de vidro (2002); Ainda não te disse nada (2011); O rosto que precede o sonho (2012); e Dias melhores pra sempre (2013). Em 2014, lancei A máquina de contar histórias por uma editora. E agora, em 2015, sai o novo pela Intrínseca.

Surpreendente!

Para quem não experimentou ainda, a receita dos meus livros é simples: junte duas colheres de música, três xícaras de romance, um tablete de caldo de cinema, uma pitada de humor e outra de drama. Bata tudo e tempere a gosto. Unte um tabuleiro em formato de livro e leve ao forno alto. Quando a massa crescer e surgir uma casquinha por cima, é só contar até cem e tirar. Leve à mesa, ou a um bom sofá, e consuma sem moderação.
fonte

Quem conhece os livros do autor já deve estar ansioso esperando que chegue logo dia 1 de setembro, eu já tive a oportunidade de ler um livro seu e já estou esperando por esse, adorei a capa.
Beijão a todos!!

05 março, 2015

Resenha - Caixa de Pássaros

Título: Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Ano: 2015
Gênero: Suspense psicológico/Terror

Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.


Angustiante, sufocante. Se ouvir algo tente imagina o que é, mas acima de tudo Não Abra os Olhos.


Vi falar desse livro em um programa de TV aqui do RS e logo desejei muito ler, histórias de suspense/horror me agradam e esse parecia ser algo diferente de tudo que já tinha lido. A oportunidade de ler se deu por eu ter ganhado o e-book e claro passei ele na frente dos outros da fila. E aí que vem digamos certa decepção, eu esperava mais e ele não superou as expectativas.

A história começa com Malorie e duas crianças chamadas Garoto e Menina em uma casa, ela começa a descrever como é a casa, as paredes estão manchadas de sangue, do lado de fora tem um microfone e os amplificadores ficam dentro da casa para alertar sobre qualquer barulho, é no decorrer da história que vamos saber como isso tudo começou. As crianças quando saem são vendadas, elas nunca viram como é o mundo fora da casa e Malorie há quatro anos sai sempre vendada também. Como a visão não é mais utilizada outros sentidos se aprimoram principalmente a audição. Malorie se sente triste e muitas vezes culpada pelos filhos não poderem ver a cor do céu, das folhas, ela fica imaginando o que eles sentem por trás das vendas, tudo que ela queria é que os filhos fossem livres.

Quatro anos antes quando tudo começou, Malorie e sua irmã Shannon foram morar juntas e Malorie está grávida. Shannon chama a atenção da irmã para certos acontecimentos, pessoas estão enlouquecendo e matando as pessoas que estão próximas a ela e depois se matam e tudo indica que isso acontece quando elas enxergam alguma coisa. Shannon fica intrigada com os acontecimentos e Malorie continua completamente alheia a tudo. Mas elas começam a perceber que as pessoas andam na rua de olhos fechados e as casas estão com as janelas cobertas e quando Malorie acha um classificado no jornal que indica um local seguro ela começa a ficar com medo. 
As pessoas foram aconselhadas a trancar as portas, tapar as janelas e, acima de tudo, a não olhar para fora.
A mídia sempre trás noticias sobre mais acontecimentos e agora estão chamando de “O problema”, Malorie é convencida de que realmente há algo lá fora de uma maneira dolorosa, agora ela está sozinha, grávida e com medo, precisa de um lugar seguro e resolve ir para a casa do anuncio do jornal. Lá ela fica com outras pessoas que já perderam familiares, ali ela se sente segura e amparada, mas eles vão passar por muitas coisas juntos e ela sempre se mostra forte.

Depois de ficar quatro anos ali naquela casa e ser uma sobrevivente ela precisa procurar outro lugar seguro que possa estar com outras pessoas, então ela resolve tomar coragem e pegar o barco junto com as crianças e ir até um lugar onde dizem ser seguro e ter infraestrutura melhor, é durante essa viagem que toda história é narrada e é aí que vamos relacionar o título do livro com a história.

Esse é o primeiro romance do autor, que não tem nada de romance a história é angustiante e sufocante, e tá mais para um suspense psicológico, em vários momentos eu me imaginava naquela situação e não sei se teria a força que Malorie teve. É angustiante quando uma tarefa simples de ir até o poço e pegar água se torna algo assustador e o que é mais torturante é que tem que fazer tudo com os olhos vendados e tentar aguçar ao máximo a audição. Muitas pessoas por desespero se cegaram com facas, garfos e outros objetos, para não correr o risco de enlouquecer e colocar uma comunidade inteira em risco.

Em alguns momentos o livro me fez lembrar o filme Fim dos Tempos.
Por ser um livro de horror ele não superou a minha expectativa foram poucas as vezes que senti aquele frio na barriga, mas o que mais senti foi o clima de angustia e tensão em várias passagens do livro. A personagem central (Malorie) demonstra uma força e coragem para poder manter os filhos seguros, ela faz qualquer coisa por eles, muitas vezes dá para notar que ela está cansada de viver assim, mas quando pensa que as crianças tem muito que viver ainda, ela segue em frente.

Eu acredito que é um livro que vai agradar muitos leitores, mas muitos vão esperar mais da narrativa, então indico com essa ressalva: "Não vá com muita sede ao pote como eu fui, pois você pode se decepcionar."


11 abril, 2013

O que estou lendo + quote - A Ilha

Olá pessoal!!!
A minha leitura da semana é um livro que peguei emprestado e estou adorando, embora o assunto seja um pouco pesado, mas a forma como a autora escreve está me deixando completamente apaixonada pelo livro.

"Como é possível eu estar com vinte e cinco anos e não ter a menor ideia em relação ao futuro?, perguntava-se enquanto fazia as malas para a viagem. Aqui estou eu, em um apartamento que não é meu, prestes a tirar férias de um emprego do qual não gosto, com um homem que não amo. Qual é o meu problema?"
"Todos os segredos iriam emergir lá de dentro, e ela se pegou questionando se de fato desejava isso. Olhou para o mar, para o débil contorno de Spinalonga, e lembrou-se, já com alguma nostalgia, da tarde solitária passada lá. Pandora havia se arrependido de abrir sua caixa. Será que a mesma coisa iria acontecer com ela?"
"- Os leprosos podiam sair da ilha?
- Não, claro que não. Era por isso que o lugar era tão temido. No início do século, o governo decretou que todos os leprosos de Creta deveriam ser confinados em Spinalonga. A partir do momento em que os médicos tinham certeza do diagnóstico, as pessoas precisavam deixar as famílias e ir para a ilha. Lá era conhecido como o "lugar dos mortos-vivos", e não poderia haver descrição melhor."