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15 abril, 2017

Resenha - Uma Noite Como Esta

Título: Uma Noite Como Esta (Quarteto Smythe-Smith #2)
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro 
Páginas: 272
Ano: 2017
Gênero: Romance de Época
Sinopse: Daniel Smythe-Smith passou três anos exilado na Itália depois de um duelo com seu amigo, o gênio matemático Hugh Prentice, e quase o fez perder uma perna. Com isso o pai de Hugh, Lorde Ramsgate, o ameaçou dizendo que se ele não saísse do país seria morto, mas um dia ele recebe a visita de seu amigo, que o libera para voltar à Inglaterra...
Ele volta justamente no dia da apresentação do Quarteto, mas encontra uma pessoa diferente ao piano (já que sua prima Sarah fingiu estar doente para não participar, Anne Wynter, a governanta das irmãs dela a substituiu), ao olhar para ela, ele fica encantado e, ao final da tortura apresentação ele corre para encontrá-la. Ao vê-la, não resiste e a beija, mesmo sem conhecê-la direito e ela, depois de um tempo escapa dele e se esconde.
Por falar em se esconder, Anne Wynter (ou melhor, Annelise Shawcross) esconde seu passado de todos, pois ela teve que se afastar de sua família, após ser enganada e humilhada por seu amado, que prometeu se casar com ela, sendo que na verdade já estava comprometido com uma mulher mais rica. Além de ter perdido a virgindade, o que já era terrível, ainda leva toda a culpa pelo que aconteceu, e por isso, ela não pode mais ter contato com a família e ela é levada para viver como governanta numa residência na Ilha de Man. Depois de um tempo, Anne foi contratada para cuidar das meninas Pleinsworth, primas de Daniel. E apesar da tentativa de manter seu passado oculto, a Lady Pleinsworth desconfiava que ela era de origem nobre e tinha motivos para negar sua criação.
Daniel, ao saber que Anne é a governanta de suas primas, resolve ir sempre à casa Pleinsworth sob o pretexto de vê-las, e sempre ia passear com elas, porque sabia que ela iria junto. E, com isso eles vão ficando cada vez mais apaixonados, mesmo que ela não adimita. Mas, o que ele não sabe, é que os segredos de Anne, vão além do tipo de criação que teve, e que agora, mais do que nunca, precisará conhecer o seu passado, pois ambos estão correndo perigo, e, desta vez, não tem nada a ver com o Lorde Ramsgate ou o duelo.

Depois de suspirarmos pelo casal Honoria e Marcus em simplesmente o paraíso, chega a vez do irmão da Honoria, o Daniel, Conde de Winstead viver a sua própria história de amor.

Como vimos no livro anterior, Daniel foi exilado do país por causa de um duelo malsucedido com o filho de um marquês, seu amigo da faculdade, Hugh Prentice, as coisas deram errado quando acidentalmente Daniel atirou na perna de Prentice, e o marquês ameaçou a vida do conde por conta do acidente, então com medo de pôr a família em risco Daniel decide ir para outros países, assim salvando sua mãe e irmã e ele próprio da fúria do marquês.

“Nada era mais sinônimo de “lar” para um homem da família Smythe-Smith do que música mal tocada. ” Pág. 22
Após 3 anos vivendo como nômade Daniel volta para a Inglaterra no dia do famoso concerto das Smythe-Smith, sendo que vai ter uma surpresa ao perceber que não é a prima que vai estar ao piano, mas sim uma bela moça de olhos azuis. E é assim após uma breve troca de olhares que o Conde e a Sra. Wynter se apaixonam. Bem, talvez eu esteja exagerando na parte da Sra. Wynter, mas o Conde se apaixona perdidamente e começa a persegui-la desde então, e nessas perseguições ele descobre que ela é a governanta das três primas dele Harriet, Elizabeth e Frances. Anne Wynter é uma mulher com segredos que a fizeram tomar um rumo totalmente diferente que ela previra na vida, agora ela é governanta de três jovens nobres e tem uma forma de vida confortável, até o Conde de Winstead aparecer e derrubar os muros de proteção que ela fez ao redor dos seus próprios sentimentos. Mas será possível viver um romance com um Conde sendo uma governanta e ainda por cima com tantos segredos que custam a ser revelados?

Acho que vocês já ouviram falar disso, não é? Um pouco clichê, certo? Vocês têm razão, esse livro é totalmente clichê, principalmente na temática amor à primeira vista que não me desce de jeito nenhum, pois como uma pessoa pode se apaixonar à primeira vista? Acho que as coisas aconteceram rápido demais nesse livro, e infelizmente não deu para curtir Anne e Daniel como um casal.

"Daniel não se lembrava de já ter desejado uma mulher daquele modo romântico. Ia além do mero desejo. A necessidade que sentia por ela era mais profunda do que o corpo dele. Queria venerá-la..." 
 Felizmente temos as meninas protegidas pela Sra. Wynter, que dão um brilho especial ao livro com seus maravilhosos diálogos e cenas totalmente carregadas de humor, espero ver mais capítulos com elas no próximo livro.
Esse é um livro com a escrita maravilhosa da Quinn, mas não é uma das melhores histórias, sendo que como eu falei dá sim para curtir o livro como um bom passatempo. 

19 fevereiro, 2017

Resenha - Simplesmente o Paraíso

Título: Simplesmente o Paraíso
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Ano: 2017
Gênero: Romance/ Literatura Estrangeiro
Sinopse: Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido.
Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.
Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado.
Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família.
Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.
 “Depois dos Bridgertons você irá conhecer e se apaixonar pelo Quarterto Smythe-Smith. ”

Não é à toa que Julia Quinn consegue ser uma das minhas autoras de romance de época favoritas, ela é capaz de criar um romance delicado com altas questões amorosas sem cansar a leitura, pois ela tem um dom de escrever romances com diálogos superleves que dão um toque divertido a trama.

Simplesmente o paraíso é o primeiro livro do quarteto Smythe-Smith e a mocinha é Honoria Smythe-Smith que faz parte do Recital terrível musical da família a apenas um ano que é conhecido por toda a Londres pelo som um pouco horrível do concerto. Mas é uma tradição familiar que toda jovem solteira em plena idade de debutar faça parte do recital, mesmo que nenhuma delas tem uma veia para música ou toque instrumentos de forma adequada. Porém para Honoria mesmo sabendo quão ruim ela é no violino é um prazer tocar nessa recital anual e um prazer maior ainda fazer parte do quarteto, pois ela tem consciência de fazer parte de uma bela família – mesmo que devido as circunstâncias a família dela não seja um grande exemplo, mas mesmo assim ainda ela tem alguém – diferentemente do Conde de Chatteris que até então só contava com a família de Honoria para chamar de sua, já que seu melhor amigo o incluía em todos os eventos, jantares e férias. Infelizmente tudo isso acabou quando Daniel Smythe-Smith foi exilado do país e a amizade entre Marcus Holroyd e a família Smythe- Smith esfriou. Entretanto antes de Daniel sair do país ele deixou uma missão a Marcus que seria proteger a irmã mais nova, Honoria, de pretendentes indesejáveis, o que Holroyd faz com determinação, mas depois de um encontro com Honoria a amizade dos dois começa a retornar, será que Marcus vai conseguir levar a sério a promessa que assumiu de proteger a Srta. Smythe-Smith dos pretendentes?


Esse livro é sem dúvida nenhuma completamente apaixonante, é tão doce a história de amor entre Honoria e Marcus, dei tantos suspiros em certas passagens do livro. A um amadurecimento, mas mesmo assim conseguimos sentir a leveza da escrita da Quinn e é impressionante a caracterização da personagem pelo fato de criar uma personalidade que encaixe com o par ideal. Por exemplo a Honoria valoriza a família e já Marcus sempre quis uma família, Honoria é animada, mas aprecia uma boa conversa e Marcus mantem seu bom-humor escondido de outras pessoas, sendo que para pessoas que ele tem intimidade como Honoria as conversas são recheadas de um humor ácido que dá um toque bem divertido ao livro. 

"Nem se dera conta de que sentia falta daquela sensação de pertencimento, de estar no lugar certo, com alguém que a conhecia plenamente e, ainda sim, achava que valia a pena rir com ela."
 Acho que vai ser preciso um casal muito incrível para substituir Marcus e Honoria do meu coração, como eu disse, eles foram um casal extremamente apaixonante; do tipo de arrancar cabelos quando acontecia algo que os distanciavam. Sinceramente Julia Quinn a senhora vai acabar com meu pobre coração.

+ Quotes 
"- Você precisa melhorar – sussurrou Honoria. – Não sei o que farei se você não melhorar. – Então. Tão baixinho que ele mal a escutou, acrescentou; - Talvez você seja meu porto seguro."
 Honoria ainda estava com ele.
E marcus tinha a estranha sensação de que sempre estaria.